quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Escola de Comando e Estado Maior do Exército visita o Porto do Itaqui

Escola de Comando e Estado Maior do Exército visita o Porto

Um grupo de 27 oficiais da Escola de Comando e Estado Maior do Exército - ECEME, onde se forma o alto comando do Exército Brasileiro, visitou o Porto do Itaqui nesta semana. Eles vieram conhecer o porto e a região, colhendo subsídios para o programa de defesa do país. Diante do potencial estratégico do Porto do Itaqui, o grupo veio estudar sua logística, mapeando estradas e ferrovias e avaliando como elas podem ser úteis para uma possível operação de defesa.
     Foto: Ted Lago e Jailson Luz ao final da visita com oficiais do ECEME
O presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária - EMAP, Ted Lago, e o diretor de Planejamento e Desenvolvimento, Jailson Luz, recepcionaram o grupo e apresentaram o Porto do Itaqui. Em seguida, a visita continuou na área primária.
Em sua avalição ao final da visita, o tenente coronel Luís Sérgio da Costa Souto afirmou que o Porto do Itaqui é estruturado e estratégico para a região Norte e Nordeste. Segundo ele, o porto pode receber e expedir equipamentos pesados e leves, munição e todo tipo de produto envolvido em uma operação de defesa. "Como serão nossos futuros generais, eles precisam saber exatamente onde se encontram os melhores e mais estratégicos pontos logísticos do Brasil", explicou Jailson Luz.
Fonte: Assessoria de Imprensa - EMAP


Restaurante do Maranhão recebe indicação para Melhor PF do País

Não é a primeira vez que o Maranhão está representado no concurso.Nos anos de 2012 e 2013 o chefe Bruno Simões ficou na segunda colocação

SELEÇÃO
02/09/2015 - 18h44
Foto: Divulgação.
Divulgação
"Peixe Crocante" Melhor PF do Brasil, do restaurante Ponto X, na cidade de Pedreiras vencedor de 2012.
O restaurante Ponto X, Localizado no município de Pedreiras no Maranhão, foi selecionado no ultimo mês para participar do concurso Melhor PF do Brasil, promovido pela empresa Ticket, atuante área de refeição e convênios.
Apoiado pelo Senac, o restaurante é o único representante do nordeste no concurso.
O prato selecionado pelo concurso foi chamado de “Desejo de Catirina” composto por língua de boi, arroz com castanhas de caju, salada de folhas, tomate cereja e manga. Pensando pelo chefe do restaurante Bruno Simões, com inspiração nas tradições folclóricas do Maranhão.
“Esse ano elaborei um prato que representa se em nosso estado, homenageando nosso folclore "o boi". Então logo veio a idéia de preparar uma língua e utilizar a vinagreira com outra forma de preparo ( em salada crua) . Temos muitos mariscos e frutos do mar só que esquecemos de valorizar outras partes do nosso estado onde a pecuária e sua maior fonte de renda”. Contou o chefe de restaurante, Rafael Bruno.
Não é a primeira vez que o Maranhão está representado no concurso. Nos anos de 2012 e 2013 o chefe Bruno Simões ficou na segunda colocação.
A fase de votação ocorrerá primeiro por jure popular no site melhorpf.com.br, até o dia 15 de setembro,o resultado do vencedor sairá sexta-feira dia 18. Os cinco participantes selecionados seguirão para São Paulo onde vão preparar o prato para um júri de especialistas.
Como prêmio o restaurante vencedor ganhará um cartão no valor de R$ 3.000,00, um curso na àrea de gestão e o chefe o valor de R$ 1.500,00.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

What's the difference between Brazilian and European Portuguese?

What's the difference between Brazilian and European Portuguese?

Are Brazilian and European Portuguese two different languages or two sides of the same coin? To find out, we consulted the most reputable source we know: hand puppets!

 

For many, Portuguese is a language spoken in several countries around the world in the exact same way. But for native speakers, the awareness of national differences is acute. Let’s investigate some of the differences between European and Brazilian Portuguese.

Accents

Brazilian Portuguese is phonetically pleasing to the ear with its open vowels, whereas European Portuguese sounds somewhat mumbled and doughy. Brazilian accents have a lilting and strong cadence to foreign ears, making BP initially easier to learn and understand. European Portuguese is a challenge for non-natives and it’s quite possible you will have a hard time being understood on the other side of the Atlantic, where EP will lead you to the occasional misunderstanding.

Grammar and spelling

Some words are spelled differently. For instance, reception in EP is “receção”, whereas BP adds an audible p to the spelling of “recepção”. This is applicable to words where the letter p is audible in BP and silent in EP.
Brazilians are also creative with their use of Portuguese, turning some nouns into verbs. To congratulate requires two verbs in Portuguese - “dar os parabéns” - whereas Brazilians simply turn the noun “parabéns” into a verb - “parabenizar” - and move on.
Another interesting fact is the assimilation of foreign words into BP written with a phonetic twist. Media (as in mass media) is “mídia” in BP and “media” in EP; BP takes the word from American English and ignores its Latin roots. EP adopts it from Latin and keeps the original spelling. Generally speaking, European Portuguese is mostly resistant to change and precious about assimilating foreign words.

Formal and informal speech

In Brazil, addressing others in formal and informal contexts is made easy with the use of “você”, bringing it closer to the classless universality of you in the English language – whereas in Portugal, “tu” is used exclusively for friends, family and in casual situations.
Formal and informal speech can be very confusing for a Brazilian immigrant in Portugal. If you confuse “tu” with “você” in EP, you will fail to get on people’s good graces and will come off as impolite, rude and even aggressive. It’s even more confusing when you understand that the Portuguese don’t utter “você” explicitly: it sounds crude, so they remove the pronoun and conjugate the verb using the third person singular.

Vocabulary

Some words are completely different in both languages. Here’s a handy list:
English
BR Portuguese
EU Portuguese
Train - Trem - Comboio
Bus - Ônibus - Autocarro
Suit - Terno - Fato
Buttocks - Bunda - Rabo
Ice Cream - Sorvete - Gelado
Cup - Xícara - Chávena
Refrigerator - Geladeira - Frigorífico
Brown - Marrom - Castanho

Many of these differences are dumbfounding to speakers from different continents and may occasionally lead to a communication breakdown. Brazilians might complain that they fail to understand their European siblings and the Portuguese might end up growling about Brazilians’ callous and uncouth (mis)use of grammar.
It’s perhaps more accurate to say that the same language has evolved in different ways due to cultural and historical differences. Brazil is mostly perceived to be a multicoloured, multicultural and multireligious country – whereas Portugal is mostly perceived to be white and monocultural. But these perceptions also merit some debate.

So which kind of Portuguese should I learn?

Think about where you will be working, studying or traveling. Do you find certain sounds to be more appealing than others? What do you consider most alluring: Brazilian or Portuguese culture? Where would you prefer to live, if you were given the chance? Do you have friends in any of these countries?
Bear in mind that whatever your choice might be, it is still the same language, so you will be able to read books published in both countries and generally communicate with people with little effort. Don’t let tiny obstacles get in the way of communication between cultures.

Start learning some Portuguese before you book that trip to a sunny beach!
Babbel offers a fast, fun and easy way to learn.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

A urbanização da Lagoa da Jansen


A Lagoa da Jansen e a Urbanização


A Lagoa da Jansen e a Urbanização: os impactos sociais e ambientais causados pela exacerbada ocupação/exploração da Laguna.
RESUMO:
Analisando estudos referentes às características físicas, geográficas e ambientais, o presente artigo vislumbra determinados impactos causados à área da Lagoa da Jansen, localizada no município de São Luís, Maranhão. Baseando-se nessa problematização, visamos refletir sobre todos os impactos naturais e sociais causados pela ocupação e modificação aplicadas a esse meio natural por meio do homem.
PALAVRAS-CHAVE
Lagoa da Jansen; Infra-estrutura; Urbanização; Ocupação; Impactos ambientais.

INTRODUÇÃO
                É visível para muitos habitantes do município de São Luís, capital do estado maranhense, a tremenda disparidade social presente na área da Lagoa da Jansen, um dos marcos da cidade. O contraste entre prédios residenciais luxuosos e habitações primitivas construídas por taipa é protuberante do mesmo modo que a problemática ambiental sofrida pela Laguna (como também é conhecida). Toda a recente urbanização, invasão e descaso por parte das autoridades públicas vêm acentuando cada vez mais a deterioração deste habitat natural derivado do manguezal que já foi abrigo de centenas de espécies de crustáceos, peixes etc. Não obstante, muitos destes seres estão desaparecendo, assim como a dignidade de muitos cidadãos que são obrigados a habitarem uma área condenada por dejetos de esgotos e má conservação natural.
1 A LAGOA DA JANSEN E SEUS ASPECTOS FÍSICOS E GEOGRÁFICOS
Buscando uma caracterização rebuscada dos aspectos físico-geográficos da lagoa, é mister destacar os seguintes itens. A Laguna da Jansen, com uma extensão de aproximadamente 160 hectares e profundidade média de 3,5 metros, constitui um ambiente deposicional, com mais de 30% de matéria orgânica. Entre esta matéria orgânica se localizam materiais alóctones (aquilo que se encontra fora de seu local de origem), como argila e detritos diversos.
A Lagoa da Jansen está localizada na área noroeste da ilha do Maranhão (Upaon-Açu), tendo como coordenadas geográficas 2º29’08’’ de latitude sul e 44º18’02’’ longitude oeste, sendo delimitada ao norte com a praia da Ponta d’Areia, ao sul com o bairro do São Francisco, a oeste com o bairro da Ponta d’Areia e leste com o bairro do Renascença.[1]
A área a ser debatida durante o presente o artigo dista aproximadamente 4 km do centro urbano de São Luís, podendo ser acessada a partir de vários pontos da cidade. A comunicação da Laguna com o mar dá-se através de um canal de drenagem durante a preamar, por ocasião das marés de grande amplitude. Preamar é a denominação do nível máximo de uma maré cheia.
Atualmente, a área da Laguna possui extensão aproximada de 140 hectares, sendo elevada à categoria de Unidade de Conservação Estadual denominada Parque Ecológico da Lagoa da Jansen. Entretanto, até 1974, era um exuberante manguezal com 169 hectares.[2]
Pelo fato de localizar-se próximo à linha do Equador, a Lagoa da Jansen recebe influência das massas de ar Equatorial Continental e Equatorial Atlântica, originadas nas regiões de baixas latitudes. Pela sua localização em zona de baixa latitude, está sujeita a uma alta média anual de radiação solar. Apresenta oscilação de temperatura máxima e mínima entre 30,2º e 24ºC, pequenas amplitudes térmicas anuais, precipitação pluviométrica anual elevada com média de 1800 mm e umidade relativa média anual do ar de 80%.[3]
As influências marinhas diretas ocorrem através do igarapé que interliga a Laguna com a baía de São Marcos, representadas pela infiltração de água salgada durante a preamar, criando condições para a manutenção das formações de manguezais na área da laguna, “testemunhos do ambiente existente antes da intensificação das atividades antrópicas.” [4]
Em virtude da ocupação urbana (a ser tratada mais a frente), ao longo do tempo grande parte da cobertura vegetal foi retirada, restringindo a vegetação da laguna a alguns resquícios da flora original e espécies regeneradas. As espécies mais freqüentes que se destacam na área são o mangue vermelho e a siriúba. É possível observar a presença de babaçu, buriti, tucum e juçara, esta última geralmente localizando-se nas áreas úmidas ao longo dos cursos fluviais.[5]
2 CONTEXTO HISTÓRICO DA IMPLANTAÇÃO DA LAGOA
             A partir da década de 70, com a intenção de implantar em São Luis um complexo siderúrgico e escoar o minério da Serra dos Carajás pelo Porto da ilha, foram criados vários loteamentos e grandes conjuntos habitacionais em vários locais da cidade.  De modo paralelo, a ocupação desenfreada das áreas alagadiças e dos manguezais se deu de maneira acelerada, o que desorganizou ainda mais a estrutura urbana de São Luis.
            O movimento migratório foi ainda mais intensificado nessa mesma década porque o governo convenceu a população de que em vinte anos, a cidade sofreria um crescimento alarmante devido às instalações industriais e com as exportações dos seus produtos. Assim, houve uma crescente migração de pessoas do interior do estado e de estados vizinhos em busca de emprego.
            As condições habitacionais urbanas de São Luis eram extremamente precárias: pouco mais de 10% dos domicílios eram servidos de rede de abastecimento de água, cerca de 60% não possuíam devido sistema de esgoto, 55% das residências eram de taipa e 17% eram palafitas. Em 1958, foi criado um plano diretor chamado Plano de Extensão da Cidade de São Luis. Este tinha o objetivo de expandir as ruas, bairros e avenidas da cidade. O Anel Viário e a urbanização dos bairros de São Francisco e Ponta D’Areia eram ações que constavam nesse plano. [6]
            Com o aumento populacional, foram criadas novas avenidas e dentre elas, a Av. Maestro João Nunes, hoje denominada popularmente de Ana Jansen. Esta avenida facilitou o acesso populacional à praia, visto que a Ponta D’Areia ficou apenas 4 km do centro da cidade em comparação com a praia do Olho D’Água que ficou a 10 km do centro. Com a construção dessa avenida, surgiram alguns loteamentos para a classe média no entorno da Lagoa, ou seja, nos bairros de São Francisco, Renascença I e II e Ponta do Farol.
Estes loteamentos, considerados áreas nobres da cidade, surgiram no final da década de 70 e início de 80, de modo que ocuparam as regiões topograficamente mais favoráveis. Em 1974, o Plano de Urbanização da Ponta D’Areia tinha como objetivo transformá-la em pólo turístico e residencial de classe alta por ser a praia mais próxima do centro da cidade. Dentre as várias obras desse plano, estava a ligação do bairro São Francisco com a praia, através da Av. Maestro João Nunes.
Em 1980, os novos bairros de São Luis contavam com uma numerosa população e o São Francisco, com a expansão comercial que obteve, foi rodeado por outros pequenos bairros destinados à classe baixa. Simultaneamente, essas pessoas sem condições financeiras invadiram terrenos considerados inóspitos, como terrenos embaixo de pontes, regiões alagadiças, mangues, etc. Assim, a Lagoa da Jansen foi palco de inúmeras invasões e investimentos imobiliários, formando, portanto, um contraste entre as classes média/alta e baixa.
A Lagoa, pelo seu valor estético, pelas pessoas que dela tiram o sustento e pela fauna/flora que a habitam, foi transformada em uma área de lazer, pesca artesanal e turismo em 1988, ano em que se tornou um parque ecológico através do projeto de lei nº037/88. Apesar dessa suposta proteção, a Lagoa da Jansen continuou sendo foco de diversas invasões e especulações imobiliárias, o que acarretou em problemas sérios para a localidade, já que essa situação fugiu do controle do poder público.
Na orla marítima próxima a Lagoa, o incentivo à valorização do turismo começou a crescer, visto que até então, o turismo era voltado apenas para o centro histórico. Assim, com essas conturbações sociais, a população continuou a aumentar e junto com ela, as construções, de maneira que o poder público não foi capaz de ofertar os serviços de infra-estrutura urbana na mesma velocidade, agravando os problemas de água, esgoto e pavimentação. Cabe lembrar que a industrialização, tão difundida na década de 70, não ocorreu. O êxodo rural, porém, se intensificou, sobretudo pela falta de uma política agrária condizente com a realidade do estado. Com isso, nota-se que a real situação da cidade, especificamente da área da Lagoa da Jansen, é marcada pela disparidade existente entre as classes sociais. [7]
3 PROGRAMA DE SANEAMENTO E RECUPARAÇÃO AMBIENTAL DA LAGOA DA JANSEN
            Iniciado em 1991, o programa teve incentivo da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Turismo, prefeitura Municipal, CAEMA, UFMA e da Sociedade de Melhoramentos e Urbanismo da Capital (SURCAP). Nos estudos feitos sobre a Lagoa da Jansen, tentava-se solucionar os problemas mais graves, como a proliferação das palafitas e a poluição ambiental.
            Os estudos apontaram para a necessidade de implantação de um projeto de manejo hidráulico para garantir a renovação constante da água armazenada na Lagoa, considerando também a interação dos fatores sociais, ambientais, econômicos e urbanos. Tal projeto apontava para a construção de uma comporta plana vertical que permitia a descarga d’água no fundo da Lagoa. Paralelamente, seria implantado um canal com um sistema para controlar o nível da água. O resultado final esperado era eliminar o odor desagradável que se encontra na Lagoa. Infelizmente, apenas parte da obra foi efetivamente construída, e mesmo assim, não se conseguiu eliminar o mau cheiro da localidade. Segundo pesquisas feitas, constatou-se que tal cheiro repugnante é causado não só pelos esgotos ali jorrados, mas também pela elevada quantidade de matéria orgânica existente no fundo da Lagoa, proveniente dos manguezais mortos.
            Recentemente, junto com o Ministério do Meio Ambiente, o governo estadual deu continuidade ao programa já iniciado em 1991, com valor aproximado de 36 milhões de reais. Com o escopo de preservar a beleza paisagística, foi elaborado um novo estudo que envolve diversos órgãos públicos ligados a questões ambientais, de turismo, obras e urbanização. Para tanto, a implantação desse programa passa pela construção de obras de infra-estrutura na região, delimitação de suas margens e o reassentamento da população palafitada.
Assim, foram projetados os seguintes sistemas: sistema de manejo hidráulico, que visa renovar a água da Lagoa mantendo-a sempre limpa; sistema de saneamento básico, que objetiva implantar um sistema de coleta e tratamento de esgoto junto com o abastecimento de água; sistema de drenagem pluvial, que visa complementar ou renovar a rede pluvial com o escopo de solucionar o lançamento das águas afluentes na Lagoa; e ainda a urbanização, que tem o objetivo de revitalizar o parque ecológico, proporcionando atividades turísticas e de lazer. Até o final do ano de 2001, foram inauguradas várias obras de urbanização no entorno da Lagoa. Dentre elas, destacam-se as construções de áreas para shows e uma via que leva até um mirante com vista privilegiada de toda região. [8]
4 INFRA-ESTRUTURA URBANA NA ÁREA DA LAGOA
No Programa de Saneamento e Recuperação Ambiental da Lagoa da Jansen, tinha-se como meta despoluir a presente localidade utilizando técnicas como a coleta de esgotos em toda a via de contorno à lagoa. Mas, segundo informações de técnicos da CAEMA, foram construídas apenas metade das obras previstas, de modo que os dejetos vizinhos continuaram sendo lançados para o interior da lagoa, inclusive pelos próprios moradores da região, até porque o serviço de coleta e disposição final dos resíduos sólidos urbanos é de responsabilidade da Companhia de Limpeza e Serviços Urbanos (COLISEU), que se limita à coleta nos locais onde é possível o acesso dos caminhões. Desse modo, as áreas de invasões não são contempladas com esse serviço. A área estudada ainda possui serviços de telefonia, lazer e turismo, porém, não é servida de escolas e hospitais públicos. [9]
Em entrevista ao Jornal Pequeno, a cientista Flávia Mochel, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), declarou que a urbanização da Lagoa da Jansen não passou de “maquiagem eleitoral para esconder um problema sério que se encontra alojado naquela localidade. Isso porque antes de tudo, os responsáveis pelo cuidado da Lagoa deveriam ter se preocupado com o principal problema ali encontrado: falta de saneamento”. Ainda afirmou que no início da década de 90, vários projetos foram enviados ao Governo do Estado para que houvesse o devido saneamento na região. As obras foram aceitas pela Secretaria de Meio Ambiente, que até mesmo estranhou o fato dos projetos feitos não arcarem com um preço muito alto. Mas apesar do baixo custo, nenhum dos projetos foi realizado. Isso porque, como diz a própria cientista, quando chegava algum projeto à Secretaria de Planejamento, o valor aumentava misteriosamente, já que eram inseridas guaritas, reparos e outras pequenas obras onde não havia necessidade. Assim, o resultado foi um superfaturamento em relação aos projetos desenvolvidos. [10]
5 O MEIO AMBIENTE NA LAGOA DA JANSEN
            Para se analisar o meio ambiente da área da Laguna e os correspondentes impactos direcionados a esse meio, devemos observar os estudos desenvolvidos pelo Laboratório de Hidrobiologia da UFMA, o qual fornece monitoramento ambiental da área. Uma das grandes dificuldades enfrentadas pelo estudo é a ausência de pesquisa anterior que estabeleça quando realmente se iniciaram os impactos ambientais na área da Lagoa da Jansen. Contudo, a partir de fotos aéreas de 1973-1974, detectou-se a ausência de qualquer indício de urbanização na área. Neste período não se têm modificações nas áreas originais nem qualquer descaracterização. Porém, o mangue já apresentava sinais de degradação por corte, para extração de lenha.[11]
            A descaracterização ambiental mais grave inicia-se com a construção de duas avenidas que modificaram o sistema de drenagem natural da região:
A primeira, a Coronel Colares Moreira foi construída por volta de 1969-1970. Seu impacto não chegou a descaracterizar totalmente o sistema, pois foi construída em uma área de drenagem de importância secundária. O impacto realmente sério deu-se por volta de 1974, com a construção da Avenida Maestro João Nunes, que interceptou a principal rede de drenagem do sistema, o igarapé Ana Jansen. Porém, os problemas ambientais se agravaram com a ocupação descontrolada no seu entorno.[12]
            Outra grande questão quanto aos impactos ambientais é o lançamento de esgoto e dejetos, causando transtornos à saúde pública e ao ambiente aquático ao comprometer os teores de oxigênio da água. A formação natural da lagoa possibilitou a colonização de cerca de cinqüenta espécies de peixes, sendo seis delas de importância comercial. “Segundo dados recentes da LABOHIDRO, atualmente essas espécies de peixes foram reduzidas pela metade em conseqüência da poluição da água da lagoa.” [13] Mesmo que a maioria da população sinta os efeitos adversos causados pela degradação do mangue, existe um grupo de pescadores artesanais que explora o peixe capturado para a própria subsistência e o comercializa em pequena escala.
A possibilidade de o ambiente voltar às suas condições originais só seria possível [sic] se fosse destruído o trecho da avenida onde houve o estrangulamento entre a comunicação do igarapé Ana Jansen e o mar. Para tal alterrnativa torna-se difícil prever as modificações urbanas que viriam a ocorrer em todos os bairros vizinhos no entorno da Lagoa.[14]
6 ÁREA DE INVASÃO NO ENTORNO DA LAGOA DA JANSEN
            A ocupação urbana no entorno da Lagoa inicia-se a partir da década de 70, com a construção da ponte José Sarney. “Inicialmente a área era formada de mangue e capim ocupada por apenas 5 ou 6 casebres feitos de taipa, que eram periodicamente lavados pelas marés, provenientes do igarapé da Jansen.”[15] Em 1997, já residiam na área cerca de 60 famílias vindas de outros municípios da zona rural buscando emprego e melhoria de vida.
            Esta área ocupada possui como características essenciais a elevada densidade demográfica e construtiva (habitações próximas umas das outras) e a precariedade da qualidade de vida: ruas sem calçamento, insuficiente iluminação e inexistência de redes de escoamento de águas pluviais e de esgotos.
            Apesar de essas residências serem supridas com abastecimento de água encanada, nada ocorre com o serviço de esgoto sanitário. Faz parte da realidade desta população águas utilizadas escoando por sarjetas e valas, contribuindo para a contaminação do lençol freático e disseminação de doenças, assim como: atoleiros nas principais ruas em épocas de chuva, o intenso odor vindo da lagoa, enxurradas provenientes de bairros vizinhos, quintais alagados, invasão de insetos e ratos etc.
Nesta área de invasão a natureza foi brutalmente modificada, rompendo-se o equilíbrio ambiental e ecológico e criando-se uma constante ameaça para a saúde dos seus moradores. Ameaça que é agravada pelo lixo não coletado, que se acumula nos terrenos baldios e canais naturais de drenagem. Estes, por sua vez, acabam assoreados, diminuindo a capacidade de escoamento das águas. A outra parte do lixo doméstico é lançada diretamente na lagoa, junto com os esgotos sanitários.[16]
De acordo com a Legislação Urbanística de São Luís, essas áreas são denominadas Zona de Interessa Social, áreas ocupadas espontaneamente por assentamentos habitacionais da população de baixa renda, onde existe interesse social em se promover a regularização jurídica da posse da terra e a sua integração na estrutura urbana. Não obstante, as áreas de invasões continuam com características desfavoráveis, que vão muito além de questões “simples” como o uso e ocupação do solo.
CONCLUSÃO
            Com o estudo aqui apresentado, nota-se que o Parque Ecológico da lagoa da Jansen, desde sua construção, foi tido como um local turístico referenciado pela sua beleza ambiental, pesca artesanal e lazer. Mas, ao longo do tempo, projetos que visavam renovar a Lagoa não saíram do papel. E se saíram, não foram efetivados em sua totalidade, o que evidencia o descaso dos responsáveis pela localidade.
            Planos para se revitalizar a Lagoa existem. O que falta é pôr em prática, até porque como já afirmado anteriormente, tais projetos não são tão caros para não serem devidademente efetivados. E se existe suficiente verba para isso, porque não executar as obras? Onde foi parar o dinheiro arrecadado para despoluir a Lagoa no governo de Roseana Sarney, já que metade das obras não foi feita?
            São perguntas que intrigam os cofres públicos. Ou melhor, são perguntas que obtém a mesma resposta: falta de comprometimento. Além de restaurar o Parque Ecológico em relação à urbanização, os moradores que ali se encontram não podem ser ignorados. Para isso, é fundamental que os projetos realizados observem como podem melhorar a dignidade de vida das pessoas que dali tiram seu sustento.

REFERÊNCIAS

COELHO, Maria Terezinha de Medeiros. Avaliação da eficácia da lei de uso e ocupação do solo em São Luis: o caso da Lagoa da Jansen. 2006. 151p. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Urbano). Curso de pós graduação Stricto-Sensu. Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2002.

LINHARES JÚNIOR, José. Urbanização da Lagoa não passou de maquiagem, diz cientista. Jornal Pequeno, 7 de dezembro de 2005. Disponível em: Acesso em 5 jun 2010.

SANTOS, Jorge Hamilton Souza dos. Análise por geoprocessamento da ocupação na franja costeira ao norte da cidade de São Luís. 149p. Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1996.

TARGINO, Silvia Regina Brito. A urbanização da Laguna da Jansen e sua inserção no cenário turístico de São Luís. 1999. 60p. Dissertação (Especialização em Planejamento Ambiental)-Programa de Especialização. Escola de Geografia. Universidade Federal do Maranhão, São Luís, 1999.

VIEGAS, Maria do Carmo Pinto. Políticas públicas e o ecossistema manguezal: O caso da Lagoa da Jansen. 1996. 156p. Dissertação (Mestrado em Políticas Públicas). Universidade Federal do Maranhão, São Luís, 1996.


Crentes holandeses profanaram a Igreja do Desterro e quebraram a imagem de Nossa Senhora do Desterro

Igreja do Desterro - A igreja de São José do Desterro foi construída no início do século XVII. Era
coberta de palhas e de frente voltada para praia. Foi profanada pelos holandeses,que aqui chegaram em 1641, e a imagem de Nossa Senhora do Desterro,padroeira, foi quebrada pelos invasores que eram protestantes.
Em 1654, os frades mercedários pretenderam edificar no local o Convento da Ordem Nossa Senhora das Mercês, cujos terrenos tinham conseguido dos oficiais da Câmara.
Em 1832, um grupo de devotos de São José, liderados por José Lé, deu início à construção do novo templo, embora não tenha conseguido terminar. José Antônio Furtado de Queixo, substituto do líder, concluiu a construção com ajuda de antigos companheiros e através de esmolas.
Por várias vezes o templo foi reedificado e relegado ao abandono, até que o Cônego Benedito Chaves, auxiliado por um grupo católico, se responsabilizou de pedir auxílio a todas as classes econômicas e sociais e ao próprio Governo do Estado do Maranhão para realização da obra. Em 1943, a igreja do Desterro estava reaberta ao culto católico.

Mahatamadjalma Ferreira se sentindo determinado
Quando se consegue fazer uma foto que a muito tempo se deseja, na hora certa, na luz certa. Igreja do Desterro - Hoje
Foto: Mahatamadjalma Ferreira

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Alcione reunirá constelação da MPB no Maranhão

Alcione, na última edição do baile do AmfAR, em SP, onde a cantora causou furor (Foto/Reprodução)
Alcione, na última edição do baile do AmfAR, em SP, onde a cantora causou furor (Foto/Reprodução).
2015, pelo visto, tem sido um ano e tanto para Alcione. Festejada por onde quer que passe – das festas mais exclusivas das altas paulistana e carioca (que, aliás, costumam tietá-la despudoradamente) a shows populares nos mais diversos rincões do país -, nossa Marrom acaba de ser confirmada entre as atrações do próximo Rock In Rio e de emplacar “Juízo Final” (aquele do “O sol há de brilhar mais uma vez”, clássico de Nelson Cavaquinho gravado por ela em 2007) na abertura da próxima novela global das 21h, “A Regra do Jogo“, só pra citar dois dos mais recentes exemplos de que a maranhense permanece no topo da carreira. Para celebrar este momento tão especial, que coincide com seus 45 anos de carreira, a cantora está preparando um evento à (sua) altura. Onde? No Maranhão, claro! Para delírio dos conterrâneos, que estão um frenesi só desde que detalhes do projeto vieram a público.
Batizado “Som Mar“, o evento será realizado entre 20 e 22 de novembro, no bairro da Cohama, trazendo uma constelação da MPB a São Luís. Cata só quem vem: no dia 20, Zeca Baleiro, Arlindo Cruz, Zeca Pagodinho e Margareth Menezes; 21, dia do aniversário da Marrom, Ana Carolina, Família Caymmi e Maria Bethânia (nome confirmado desde julho, para grande expectativa da legião de fãs da baiana , uma vez que ela não se apresenta no MA há 16 anos); já no dia 22, é a vez de Rita Beneditto, Fafá de Belém, Victor e Léo e uma atração ainda a ser confirmada (que, provavelmente, será Pablo). A princípio, o nome divulgado era o de Ivete Sangalo, mas a cantora não conseguiu conciliar a data com sua agenda. Precisa dizer que vai ser estouro?!

Prefeita de Bom Jardim está foragida

Prefeita foragida Lidiane Leite (Foto: Arquivo)

Operação Éden: PF prende ex-secretários e segue à caça da prefeita de Bom Jardim

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Segundo PF, quadrilha desviou R$ 1 milhão só de uma fonte de recursos para merenda escolar; fraude pode ter rendido R$ 15 milhões desde 2013

Operação Éden: PF prende ex-secretários e segue à caça da prefeita de Bom Jardim
Secretários de Bom jardim presos (Foto: De Jesus)
A Polícia Federal efetuou ontem as prisões de dois ex-secretários do município de Bom Jardim: Beto Rocha (Assuntos Políticos) e Antônio Cesarino (Agricultura) são acusados de integrar, junto com a prefeita Lidiane Leite (PP), uma organização criminosa que pode ter desviado até R$ 15 milhões dos cofres municipais.
Até o fechamento desta edição a prefeita ainda não havia sido encontrada pelos federais, e já era tratada, desde a tarde de ontem, como foragida.
Além das prisões, a PF cumpriu, em São Luís e em Bom Jardim, três mandados de busca e apreensão, no bojo da Operação Éden, que investiga desvios de recursos federais destinados à merenda escolar por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
Segundo o delegado Ronildo Lages, chefe da Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais, as prisões dos três acusados foram pedidas quando as investigações apontaram desvios em um contrato de cerca de R$ 300 mil, firmado entre a Prefeitura de Bom Jardim e agricultores locais, após uma licitação realizada no ano de 2013.
Delegado Federal Ronildo Lages (Foto: Biné Morais)
O objetivo era pagar, com o recurso federal, pela produção de agricultores de Bom Jardim. Os produtos seriam utilizados, em tese, para o fornecimento de merenda escolar, mas foram desviados.
“O então marido da prefeita, com anuência da prefeita e de um secretário, conseguiu que alguns contratos fossem assinados por pessoas humildes, sob o pretexto de que receberiam recursos para posteriormente fornecer alimentos”, explicou.
O delegado acrescentou que o dinheiro chegou a ser creditado nas contas dos agricultores, como se eles efetivamente houvessem fornecido produtos à Prefeitura.
“Mas, posteriormente, os envolvidos na trama criminosa saíram recolhendo essas pessoas, levando à boca do caixa no banco do Brasil, faziam com que elas sacassem o numerário e recolhiam esse dinheiro em proveito próprio”, ressaltou.
Segundo ele, esse contrato representava apenas 30% de todo o recurso federal repassado para o programa de alimentação escolar. E nada foi aplicado corretamente.
“O desvio total somente nessa parcela destinada a investimento nos produtores locais foi de R$ 300 mil e corresponde a apenas 30% do valor utilizado para alimentação escolar. Então, o que a gente estima é que só nessa licitação do Pnae foram desviados entre R$ 900 mil e R$ 1 milhão sem que nada tenha sido utilizado realmente na merenda escolar”, completou.
Investigações paralelas – Lages confirmou, ainda, que investigações paralelas que estão sendo realizadas com o apoio do Ministério Público do Maranhão (MP-MA) em outros processos licitatórios com suspeitas de fraudes, apontam para desvios da ordem de R$ 15 milhões, como anunciado no início da semana pela promotora Karina Chaves, em entrevista à TV Mirante.
“Realmente as fraudes em licitações lá [em Bom Jardim], em um momento não dá para a gente fechar um número. A gente está tentando seccionar, pegando individualmente cada situação. Esse número [de R$ 15 milhões] não é difícil de ser alcançado. Há investigações paralelas, com o Ministério Público [do Maranhão], de outras fraudes em licitações, e de fato pode ser chegado a esse número, sim. A promotora Karina Caves não está exagerando, existe mesmo essa estimativa, frente à quantidade de procedimentos licitatórios em que houve fraude no município durante a gestão da atual prefeita”, relatou o delegado.
MAIS
O ex-secretário de Assuntos Políticos de Bom Jardim, Beto Rocha, foi preso na madrugada de ontem, a caminho de São Luís. De acordo com a polícia, ele chegaria à capital para fugir, depois de revelado esquema de desvios em rede nacional. Rocha foi abordado por policiais federais quando parou em um posto na BR-135, na altura da localidade conhecida como Entroncamento, município de Itapecuru.
A PARTICIPAÇÃO DE CADA UM, SEGUNDO A PF
Antonio Cesarino – então secretário de Agricultura e presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTR) de Bom Jardim, era o responsável por cooptar agricultores para o esquema
Beto Rocha – espécie de controlador financeiro da Prefeitura de Bom Jardim, era o responsável pela articulação documental e o trâmite para que houvesse uma falsa aparência de legalidade nos atos da licitação
Lidiane Rocha – tinha ciência das fraudes – e chegou a ser avisada dos crimes -, mas não se opunha ao esquema e não tomou providência contra os pagamentos irregulares aos produtores rurais
OS CRIMES
Associação criminosa, peculato (na modalidade desvio) e fraude em procedimento licitatório
PF pede auxílio da população para localizar prefeita
Em entrevista coletiva concedia ontem na sede da Superintendência da Polícia Federal no Maranhão, em São Luís, o delegado Alexandre Saraiva, superintendente regional do órgão, pediu auxílio da população para ajudar a localizar a prefeita de Bom Jardim, Lidiane Leite (PP), já considerada foragida depois de não haver sido localizada pelos federais durante toda a quinta-feira.
Ele ressaltou que as equipes da PF seguem em campo em busca da gestora municipal, solicitou que quem tiver informações sobre o seu paradeiro informe à polícia.
“Solicitamos a todos os cidadãos de bem do Maranhão que cada um deles se torne um agente da Polícia Federal e nos auxilie na captura dessa pessoa [Lidiane Leite]”, disse.
O superintendente da PF ressaltou que as investigações policiais realizadas no bojo da Operação Éden apontaram para “um significativo desvio” da verba federal destinada à aquisição de produtos para a merenda escolar no município.
“Na Prefeitura de Bom Jardim foi observado um significativo desvio dessa verba. Nós ainda não sabemos todos os detalhes da forma como esse desvio acontece, nem o quanto foi efetivamente desviado no decorrer de todo o mandato da prefeita”, frisou.
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Gasoduto para escoar o gás do campo de Gavião Branco contrata mais de 700 funcionários

Parnaíba Gás Natural investe na contratação de mão de obra no Maranhão

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Mais de 300 moradores estão trabalhando na construção de gasoduto de 40 quilômetros que escoará o gás natural do campo de Gavião Branco

Planta da Parnaíba Gás Natural (PGN), em Santo Antônio dos Lopes; empresa tem previsão de investir R$ 1 bilhão este ano
Planta da Parnaíba Gás Natural (PGN), em Santo Antônio dos Lopes; empresa tem previsão de investir R$ 1 bilhão este ano (Foto: Arquivo)
A construção de um gasoduto para escoar o gás do campo de Gavião Branco, no município de Lima Campos, para a Unidade de Tratamento de Gás (UTG), em Santo Antônio dos Lopes, levou a Parnaíba Gás Natural (PGN) a contratar mais de 700 funcionários para a obra, dos quais 370 são trabalhadores maranhenses. A PGN tem previsão de investir R$ 1 bilhão este ano.
Segundo a PGN, os trabalhadores locais foram recrutados para diversas funções na obra de construção do gasoduto, como carpinteiro, eletricista, encanador industrial, motorista, pedreiro, recepcionista e soldador.
Atualmente, estão em curso atividades de terraplanagem para a Estação de Processamento de Gás (EPGVB) e ao longo da faixa do gasoduto, que terá aproximadamente 40 km de extensão. Neste momento, a obra está concentrada nos municípios de Santo Antônio dos Lopes, Capinzal do Norte e Lima Campos.
A PGN planeja ainda oferecer dois cursos profissionalizantes para os moradores das comunidades localizadas na área de influência direta do gasoduto. Para tanto, a empresa está organizando, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), pesquisa de campo para identificar os cursos mais adequados à realidade local e ao perfil das comunidades. A expectativa é de que o estudo seja concluído nos próximos três meses.
Na exploração de gás natural na bacia do Parnaíba, somente este ano a PGN declarou a comercialidade de três campos de produção. Em março, foi o de Gavião Branco Sudeste (GBSE) e junho, os campos de Gavião Caboclo e Gavião Branco Norte (Fazenda Santa Isabel)
A PGN deve declarar, ainda este ano, a comercialidade de Fazenda Santa Vitória. O desenvolvimento dos novos campos produtores integra o planejamento da empresa para elevar em 70% a capacidade de produção de gás até julho de 2016, de 4,9 milhões de m³ para 8,4 milhões de m³.
Mais
A Parnaíba Gás Natural (PGN) é uma empresa independente de exploração e produção (E&P) que opera na Bacia do Parnaíba, Estado do Maranhão, Brasil. A PGN opera seis campos e sete blocos exploratórios, somando 7 mil quilômetros quadrados. Com uma produção média de gás de 4,9 milhões de m³/dia, a Parnaíba Gás Natural é a maior operadora privada de gás natural do Brasil.
Números
370
Trabalhadores maranhenses foram contratados pela PGN para a obra de construção de um gasoduto
4,9
Milhões de m³/dia é a atual capacidade de produção de gás natural pela PGN na Bacia do Parnaíba

domingo, 16 de agosto de 2015

O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses foi destaque na revista espanhola ‪‎Qtravel‬.

 A matéria destacou o impressionante trabalho dos ventos que moldam as dunas e lagoas de água de chuva. http://bit.ly/1MVMlmz
 

El ecosistema cuenta con 155 mil hectáreas de paisaje deslumbrante, cuyas aguas, atrapadas entre dunas, originan verdaderos oasis tropicales. Hasta septiembre las lagunas poseen sus niveles elevados para poder atravesarlas.


El viento que moldea la geometría de las bellas dunas y lagunas formadas por el agua de lluvia, es el principal atractivo del Parque Nacional de los Lençóis Maranhenses, ubicado a 250 Km de São Luís, capital del estado de Maranhão. El parque atrae a los turistas que la visitan, interesados en conocer el único desierto del mundo en medio de lagunas. No obstante, por sus condiciones orográficas, el lugar sería un desierto si no fuese por su climatología, pues llueve 300 veces más que en el famoso Sáhara, lo que lo convierte en un lugar único. Localizado en el litoral maranhense, incluye a los municipios de Humberto de Campos, Primeira Cruz, Santo Amaro y Barreirinhas, cuyas bellezas se disfrutan mejor de junio a septiembre, período en el que las lagunas se llenan de agua de la lluvia, pudiendo sumergirte en sus aguas cristalinas.
El parque tiene 50 km de playa en dirección al continente y alcanza los 70 km de extensión de playas, dunas y lagunas desiertas. Se puede llegar a este destino por la ciudad de Barreirinhas, a pie o con un 4×4; y por Santo Amaro, un poco más alejado. El sistema de inscripción de prestadores de servicios turísticos del Ministerio de Turismo (Cadastur), recomienda 35 posadas y hoteles de la ciudad de Barreirinhas, la mejor equipada de la región en lo que respecta a alojamientos y al comercio de artesanía típico de la región.
De acuerdo con la Secretaría de Turismo del Estado, en la última década los Lençóis Maranhenses se han convertido en una de las principales atracciones turísticas de extranjeros y brasileños que visitan el estado de Maranhão. Asimismo, los propios habitantes de Maranhão han elegido este destino como uno de los mejores del estado.
En tres días es posible practicar multitud de actividades y conocer la cabecera del Rio Negro. Cabe destacar que las caminatas por la arena requieren de preparación física y protección contra el sol y que no se venden bebidas ni alimentos en el parque. Para los más aventureros, en cualquier época del año, se ofrecen paseos a caballo y largas caminatas (senderismo) atravesando el Parque Nacional. En la aldea de Atins, enfrente del Río Preguiças, se puede practicar kitesurf, stand up paddle surf, windsurf y conocer un poco de la cultura local. Asimismo, el paseo de la Rota das Emoções (Ruta de las Emociones), de la cual los Lençóis Maranhenses forman parte, sale desde el Parque Nacional de Jericoacoara (CE), pasa por el Delta do Parnaíba (PI) y sigue hasta los Lençóis Maranhenses, con recorridos en barco en algunos sitios.
El aeropuerto de Barreirinhas es el principal acceso para los que llegan en avión, aunque São Luís siga recibiendo a la mayor parte de los viajeros. Aviones monomotores y bimotores parten desde allí y el viaje dura unos 50 minutos. En coche, se llega a través de la carretera MA-402, conocida como Translitorânea. Además, se puede llegar en autobús.
Para recorrer los Lençóis en vehículos 4×4 se necesita tener una autorización expedida por el Instituto Chico Mendes (ICMBIO), ubicado en la ciudad de Barreirinhas. Cabe destacar que está prohibido el uso de vehículos comunes, cuadriciclos y buggies. Por otro lado, los vehículos de transporte que trasladan a los turistas están acreditados con el logotipo del Parque.

Para más información visita: www.visitbrasil.com

Ator maranhense Breno Nina ganha o prêmio de melhor ator no Festival de Cinema de Gramado





Melhor Ator no Festival de Cinema de Gramado: Breno Nina, por O Último Cine Drive-in!!!!

https://www.facebook.com/festivaldecinemadegramado

Vencedor do Festival de Cinema de Gramado

“Espero que as pessoas se sintam representadas”, diz maranhense

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Breno Nina bateu um papo com o Namira e revelou detalhes de sua participação no festival.

Foto: Divulgação - Edison Vara / Pressphoto
SÃO LUÍS – O último sábado (15) foi repleto de emoções para o ator ludovicense Breno Nina, que subiu ao palco da 43° edição do Festival de Cinema de Gramado para receber o Kikito de Melhor Ator, prêmio fabricado em bronze concedido aos destaques do cinema nacional e internacional. O maranhense se consagrou com a interpretação do personagem Marlon, no filme de longa-metragem O Último Cine Drive-in, que deve estrear nos cinemas de todo o Brasil no dia 20 de agosto.
"Minha grande expectativa é para a estreia em São Luís. Espero que, pelo fato de ser a minha cidade, as pessoas possam prestigiar, se emocionar e se sentirem representadas." Breno Nina
Em bate-papo com o Portal Na Mira, Breno falou um pouco da participação no festival e da ansiedade para a estreia do filme em São Luís. Confira, abaixo, a entrevista.
Você estava na expectativa de ganhar o prêmio ou não esperava por isso?
Eu tinha ouvido comentários positivos das pessoas e de jornalistas da crítica em relação ao meu trabalho no filme. Então, esse tipo de repercussão acabou gerando uma expectativa. Mas foi inesperado, porque consegui administrar isso tentando me distrair com a ideia de que o importante é o filme e as pessoas que são tocadas por ele.
O que passou pela sua cabeça quando você subiu ao palco para receber o Kikito de Melhor Ator?
É engraçado porque não consigo dizer uma coisa específica. É como se tivesse passado um filme com milhares de coisas na minha cabeça. Lembrei-me de quando comecei a fazer teatro em São Luís, ainda com 13 anos, e de acontecimentos da minha carreira. Parece que se passaram 15 anos em um segundo e eu comecei a rir feito uma criança quando anunciaram meu nome.
E a equipe, como se sente após ver o Drive-in sendo premiado em mais outras três categorias?
Estamos muito felizes porque o elenco se juntou com paixão e encantamento pelo roteiro, apostando mesmo no filme. Não era só mais um trabalho, tudo foi feito de coração e os prêmios são uma recompensa maravilhosa dessa paixão que foi posta no projeto.
Como foi interpretar o Marlon?
Foi muito marcante porque, no final das contas, é um personagem como esse que um ator busca: um personagem que desafie, que exija e que consiga vida própria para marcar e trazer alguma modificação na vida das pessoas. Foi um privilégio muito grande ter estreado em um longa-metragem dessa maneira.
E os planos pós Festival de Gramados?
Agora, vou enfrentar uma correria de pré-estreia. Estou em São Paulo, depois vou para Brasília e na sexta-feira (21) vou para São Luís representar o filme no Festival Guarnicê.
Como está a expectativa para a estreia do filme?
Acho que em todo o Brasil o filme tem um potencial de ter uma boa bilheteria e ser muito visto, mas minha grande expectativa é para a estreia em São Luís. Espero que, pelo fato de ser a minha cidade, as pessoas possam prestigiar, se emocionar e se sentirem representadas.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Mais voos conectarão o Maranhão

Viajar para o Maranhão deverá ficar mais fácil em breve

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Estado terá novas ligações aéreas da Gol e da Azul Linhas Aéreas a partir de setembro e outubro, segundo previsão das duas companhias

Lençóis maranhenses são atração no Maranhão
Lençóis maranhenses são atração no Maranhão (Foto: Divulgação)
O Nordeste é região mais desejada pelos brasileiros para viajar nos próximos seis meses, segundo pesquisa realizada pelo Ministério do Turismo em parceria com a Fundação Getulio Vargas. O Maranhão, que tem média de 370 operações de voos por semana, está entre os destinos.
O estado terá novas ligações aéreas a partir de setembro e outubro. A partir de setembro, serão dois novos voos para o Maranhão da Gol Linhas Aéreas: o primeiro ligará Teresina (PI) a São Luís (MA), com seis frequências semanais; e o segundo fará a ligação de Salvador (BA) e Recife (PE) a São Luís (MA), em quatro dias da semana. A companhia também aumentará a oferta de assentos nos trechos entre Brasília (DF) e Imperatriz (MA) a partir deste mês de agosto. Eles irão operar este trecho com um Boing 737-800, o que garantirá mais 280 lugares semanalmente.
No fim de julho, a presidência da Azul Linhas Aéreas anunciou a operação do voo entre Imperatriz e Belém, a partir de setembro. Os voos sairão de Belém às 9h, com chegada em Imperatriz às 10h20 e a saída de Imperatriz será às 10h45, chegando a Belém às 12h05. A Azul também terá novos voos entre São Luís e Imperatriz, a partir de outubro. “Este foi o segundo trecho que a companhia anunciou em menos de duas semanas e é resultado de negociação realizada pelo Governo do Maranhão, que por meio da Secretaria de Turismo, ofereceu subsídios técnicos para a tomada de decisão da Azul”, finalizou.
Além disso, a retomada da Rota das Emoções, a reabertura do aeroporto de Carolina, com novos voos provenientes de Brasília, redução da alíquota de ICMS para aviação também são algumas das medidas que têm ampliado gradativamente a malha aérea maranhense para melhorar a oferta de trechos em todo o estado.
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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Moody's rebaixa notas do Maranhão, Paraná e cidade do Rio de Janeiro

Moody's rebaixa notas do Paraná, Maranhão e cidade do Rio de Janeiro

Ação reflete o corte da nota de crédito do Brasil na véspera.
Para agência, deterioração da economia impacta nos estados e municípios.

Do G1, em São Paulo


A Moody's América Latina rebaixou nesta quarta-feira (12) os ratings dos estados do Paraná e do Maranhão, além da nota de crédito do município do Rio de Janeiro. Segundo a agência, a ação reflete o rebaixamento da nota do Brasil, para Baa3 de Baa2, anunciado na véspera.
Na visão da Moody's, a contínua deterioração da economia do Brasil e a posição fiscal soberana "terão impacto direto no ambiente operacional dos estados e municípios brasileiros".
Paraná tem perspectiva negativa
A perspectiva do Maranhão e da capital fluminense foi mantida como "estável". Já a do Paraná permanece como "negativa", em reflexo da "deterioração no saldo operacional durante 2014 em comparação aos pares, como indicado pelos dados publicados pelo Tesouro Nacional que evidenciam um déficit de 6% nas receitas operacionais, comparado a um superávit de 10% em 2013", diz a Moody's.
"A perspectiva negativa [do Paraná] também reflete a reduzida confiança nos relatórios do estado devido à discrepância material no nível de despesas de pessoal divulgado nas contas públicas do estado em 2014 comparadas àquelas divulgadas pelo governo federal", diz a agência.
A Moody’s também observa que uma falha contínua por parte do estado do Paraná em divulgar claramente sua condição financeira pode levar a agência a "considerar retirar os ratings por falta de informação"
Situação fiscal se agravou
Para a agência, a posição fiscal dos estados e municípios brasileiros se enfraqueceu em 2014, devido à redução na receita com impostos e aumento na rigidez das despesas. "A Moody’s espera que o ambiente macroeconômico desafiador continuará exercendo pressão sobre a qualidade de crédito dos estados e municípios brasileiros no futuro próximo".
A Moody's também ressalta que as notas atrubuídas são suportadas por uma forte estrutura institucional e pela supervisão do governo federal do Brasil sobre estados e municípios. A agência segue vendo a estrutura institucional do Brasil como um fator positivo para o crédito de estados e municípios em comparação aos relativos pares internacionais.
Veja abaixo como ficam os ratings avaliados pela Moody's:
Estado do Paraná: rating rebaixado para Ba1 (escala global, local e moeda estrangeira) de Baa3, e para Aa2.br (escala nacional, local e moeda estrangeira) de Aa1.br, com perspectiva negativa.

Estado do Maranhão: rating rebaixado para Ba2 (escala global, local e moeda estrangeira) de Ba1, e para Aa3.br (escala nacional, moeda local) de Aa2.br com perspectiva estável;

Cidade do Rio de Janeiro: Rating rebaixado para Baa3 (escala global, local e moeda estrangeira) de Baa2, e afirmados em Aaa.br (escala nacional, moeda local) com perspectiva estável.
A Prefeitura do Rio, em nota, informou que "a cidade do Rio mantém a avaliação máxima no cenário nacional. A Prefeitura do Rio é o único ente subnacional a ter as mesmas notas atribuídas à União. Continuamos com o grau de investimento, mas por critério da agência de avaliação, a cidade deve seguir as notas do governo soberano. Já, na S&P (outra agência de avaliação de risco) o Rio continua com a nota superior inclusive à dada ao governo federal."
Classificações das agências de risco (Foto: Editoria de Arte/G1)

Voos da TAP em São Luís

Voo internacional

São Luís poderá receber voos diretos de Portugal em breve

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Proprietário da Azul Linhas Aéreas e novo sócio da TAP Portugal disse que tem interesse em trazer voos para o Maranhão e também para outros estados

Foto: Reprodução
São Luís pode receber voos diretos de Portugal em breve. Em entrevista recente a um jornal do Rio de Janeiro, David Neeleman, fundador e presidente da companhia Azul Linhas Aéreas Brasileiras e novo sócio da companhia aérea portuguesa TAP, manifestou o interesse de trazer voos de Lisboa para São Luís. Além do Maranhão, os planos de reforço da companhia também incluem Piauí, Paraíba, Cuiabá e Campo Grande.
Segundo o site newsavia.com, David Neeleman é sócio industrial do consórcio Atlantic Gateway, vencedor da privatização de 61% do capital da companhia área portuguesam, que é a transportadora aérea, entre nacionais e estrangeiras, que aterra em mais aeroportos no Brasil em voos originários da Europa. Neeleman enfatiza a opção já anunciada em Portugal de utilizar os novos Airbus A321LR que, diz, “podem fazer viagens de Portugal para o Nordeste do Brasil ou para o Nordeste dos Estados Unidos a um custo 50% menor que o do A330”.
Internacionalização - Segundo o site da Infraero, o Aeroporto Internacional Marechal Cunha Machado está apto a receber voos internacionais desde 2004. Naquele ano, o terminal aeroportuário recebeu voos charters da Europa. Em 2011, por conta da falta de estrutura e de obras no aeroporto, os voos internacionais foram suspensos.
Atualmente, o operador aeroportuário solicita aos órgãos públicos (Receita, Polícia Federal, Agência Nacional de Vigilância Sanitária e Vigilância Agropecuária Internacional) um atestado da capacidade de atendimento às operações de tráfego aéreo internacional. Em seguida, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) analisa os referidos atestados e demais documentações e, caso o operador cumpra as exigências legais, a Anac reconhece o aeroporto como internacional.
Para a jornalista Juliana Lobo, que atualmente faz doutorado na Universidade de Aveiro, em Portugal, o voo direto da TAP reduziria os custos que ele precisa arcar para vir a São Luís. "Atualmente, eu não pego voos da TAP porque os custos são muito altos. Para vir este mês, eu escolhi um voo de uma companhia espanhola que vai pelo Rio de Janeiro. Daí, pego um voo doméstico e venho para São Luís. O problema é que a quantidade de bagagem que a gente pode trazer em um voo internacional é maior do que em um voo doméstico. Daí, eu tenho que deixar de trazer muita coisa. Se tivesse um voo direto, seria muito bom. Além disso, a Universidade de Aveiro da descontos para estudantes em voos da TAP, o que seria uma outra vantagem", avalia.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Setor de hotelaria cresce em Bacabal mas a construção civil desacelera


Assista ao vídeo da matéria
 
http://globotv.globo.com/tv-mirante/bom-dia-mirante/v/crise-tem-afetado-setores-de-bacabal-ma-e-quem-investe-esta-mais-cauteloso/4367855/

terça-feira, 4 de agosto de 2015

França e Rússia propõem parcerias para lançamento de foguetes no Maranhão e Airbus quer construir lançadores de satélites em Alcântara

França e Rússia propõem parcerias para lançamento de foguetes em Alcântara

O Brasil rompeu no mês passado um acordo com a Ucrânia, mas negou que tenha havido pressão russa para a quebra do contrato

MARANHÃO
04/08/2015 - 09h45
Correio Braziliense
BASE DE ALCÂNTARA
A França e a Rússia propuseram ao governo brasileiro parcerias para o lançamento de foguetes na Base de Alcântara, no Maranhão. O Brasil rompeu no mês passado um acordo com a Ucrânia, mas negou que tenha havido pressão russa para a quebra do contrato. 
Moscou quer criar um complexo de lançamento de foguetes para substituir o acordo que existia entre Brasília e Kiev desde 2004. Fontes do alto escalão da diplomacia russa revelaram ao jornal "O Estado de S. Paulo" que a proposta é de que seja instalado no Brasil o lança-foguetes Angara.
Elaborado no Centro Khrunichev de Pesquisas Espaciais, o Angara é considerado parte fundamental do projeto espacial russo para a próxima década e foi construído para competir com o francês Ariane. O primeiro lançamento tripulado estaria previsto para o ano de 2021 da Base de Vostochny.
Para isso, os modelos Angara, nome tirado de um rio no leste da Sibéria, vão passar por uma ampla modificação, em uma renovação que custaria US$ 160 milhões. O objetivo russo é também o de fechar um acordo com o Brasil justamente para ter uma de suas bases em uma região perto da Linha do Equador. Isso reduziria de forma substancial os custos de lançamento para colocar satélites em órbita.
Airbus
Com o apoio do governo francês, a Airbus também quer construir lançadores de satélites em Alcântara. O projeto prevê um programa franco-brasileiro de pequeno porte, com fins não apenas militares, mas também comerciais. A ideia da joint venture fora apresentada às autoridades brasileiras em 2009, mas até aqui o governo não demonstrava interesse. Em visita a Paris, em maio, o ministro da Defesa, Jaques Wagner, prometeu analisar a proposta.
Wagner teve reuniões com executivos do governo e de empresas de defesa como a Airbus, a Thales e a DNCS. No encontro com executivos da Airbus, o projeto de parceria na exploração de Alcântara foi então reapresentado e dessa vez foi bem visto pelo ministro da Defesa. A França já tem um foguete bem-sucedido, a série Ariane - hoje em versão 5 -, e uma base de lançamentos de satélites geoestacionários de grande porte, situada em Kourou, na Guiana Francesa.
Esse centro de lançamento seria, em tese, concorrente de Alcântara, mas a proposta da Airbus é de segmentar as duas bases. Kourou seria voltada aos satélites de grande porte, de entre 6 e 9,5 toneladas e com órbita a 36 mil km de altitude, e Alcântara aos de pequeno, para equipamentos de até 600 quilos e órbitas de 700 km de altitude.
Pela proposta, mais uma vez o governo brasileiro entraria com a estrutura, a Base de Alcântara, mas agora a tecnologia também seria desenvolvida no Brasil, pela Airbus em parceria com uma ou mais empresas brasileiras. Na reunião, foi aventado o nome da Embraer.