sexta-feira, 1 de agosto de 2014

125 navios atracaram no sistema portuário de São Luís em julho

Foram 57 embarcações no Porto do Itaqui, 43 em Ponta da Madeira e 25 no Terminal da Alumar, segundo informações do monitoramento realizado.

 
Foto: Divulgação/Emap
Vista dos atracadouros do cais sul do Porto
 
O Complexo Portuário de São Luís (CPSL) recebeu 125 navios em julho deste ano, de acordo com o monitoramento feito pela empresa de praticagem Pratimar, que atua na Baía de São Marcos. No período em referência, o Porto do Itaqui registrou 57 embarcações; o Terminal Portuário Ponta da Madeira (Vale), 43 navios, e o Terminal da Alumar, 25 embarcações. No comparativo com o mesmo intervalo de 2013, que registrou 133 navios, verifica-se uma redução de 6% no tráfego de embarcações.
De acordo com os dados gerais de julho deste ano, o tempo de atendimento (quantidade de embarcações diárias, considerando a média aritmética) ficou em 4,03 navios/dia, com taxa de estadia (tempo que o navio permanece atracado no porto, também considerando a média aritmética) de 5,95 horas/navio.
Seguindo os mesmos parâmetros, verifica-se que o Porto do Itaqui, com 57 embarcações, apresentou média de atendimento de 1,83 navio/dia e estadia de 13,05 horas/navio. O Terminal Ponta da Madeira, com 43 navios, apresentou média de atendimento de 1,38 navio/dia e taxa de estadia de 17,3 horas/navio. O Terminal da Alumar, com 25 embarcações registradas no período, apresentou média de atendimento de 0,8 navio/dia e taxa de estadia de 29,7 horas/navio.

Portos – No caso do Porto do Itaqui, com seis atracadouros (berços 100, 101, 102, 103, 104, 105 e 106), sendo os berços 104 e 106 dedicados à movimentação de derivados de petróleo, o destaque do período em referência foi o berço 104, com 16 navios atendidos. Em segundo ficou o berço 102, mais utilizado para operações com carga geral, que recebeu 14 embarcações.
No Itaqui, o berço 106 ficou em terceiro lugar em desempenho, atendendo a 11 embarcações, seguido pelo berço 101 (seis navios) e os berços 100 e 103, cada um com cinco cargueiros atracados no período.
No Terminal Ponta da Madeira (Vale), o Píer I foi o que mais recebeu navios no período, com 14 mineraleiros atracados, seguindo pelo Píer II, com 10 embarcações. Cabe lembrar que o Píer II, assim denominado pela Vale, é o berço 105 do Porto do Itaqui e que, atualmente, é mais utilizado nas operações da Valor da Logística Integrada (VLI), subsidiária da Vale, criada para cuidar, principalmente, da movimentação de produtos agrícolas.
Segundo os dados da praticagem, o Píer IV recebeu oito navios no período, o Píer III/Sul atendeu sete embarcações e o Píer III/Norte quatro mineraleiros.
O Terminal da Alumar, com dois berços de atracação, recebeu 25 navios no período em referência, sendo 12 no berço 1 e 13 no berço 2. Há também o Porto Grande, antigo terminal pesqueiro que atualmente é utilizado para atracação de navios offshore (apoio marítimo, como rebocadores e dragas). Em julho deste ano, o Porto Grande registrou a atracação da draga Galilei 2000.

Lista


Navios fundeados na Baía de São Marcos
Aliança Pearl
Anangel Mariner
BBC Celina
BBC Scandinavia
Berlin Trader
Cape Unity
Da Cai Yun
Elka Nikolas
Green Phoenix
Idship Bulker
Impala
James Cook
Jubilant Glory
Marvellous
Medi Baltimore
Meray
Moray
Nadja
Ocean Quest
Ore Itabira
Paola
Pergamos
Royal Flush
Rzs Fortune
Sally Ann C
Sea Emperor
Sealady
Shagangfirst Power
Sks Tagus
Solent
Stellar Knight
Sweet Lady Iii
Thorco Africa
Thorco Winter
Fonte: site Pratimar em 31/7/2014

Cyrela investiu R$ 2 bilhões no mercado imobiliário de São Luís

 
Cyrela investiu R$ 2 bilhões no mercado imobiliário de São Luís em seis anos
 
"A unidade Jardim de Provance, por exemplo, foi completamente vendida em seis dias. O Vitória São Luís teve todas as 1.312 unidades vendidas em apenas três meses, e o Brisas Life também bateu o recorde nacional de vendas, com todas as unidades comercializadas em seis meses".

Empresa contabiliza nove empreendimentos imobiliários na cidade, onde tem de 20% a 25% de market share e apresenta um dos melhores desempenhos.
 
Foto: Flora Dolores
Diretor da Cyrela Norte, Guilherme França
 
Há seis anos presente no Maranhão, a Cyrela Brasil Reality contabiliza nove empreendimentos imobiliários em São Luís, cujos investimentos somam cerca de R$ 2 bilhões. Nesse período, foram lançadas 5.116 unidades, das quais 2.422 já foram entregues. Os números foram apresentados pelo diretor da Cyrela Norte, Guilherme França, em visita ontem a O Estado.
De acordo com as informações apresentadas pelo executivo, os empreendimentos residenciais atendem diversos públicos, que vão da categoria econômica até o padrão de alto luxo, além de construção comercial, como é o caso do Pátio Jardins, no Altos do Calhau, que reunirá 270 salas comerciais e lojas (tipo vila).
"Conseguimos fazer um portfólio bem variado em São Luís, desde imóveis do Minha Casa Minha Vida [condomínio Vitoria São Luís] até os de altíssimos padrões", destacou Guilherme França, ao informar que somente no primeiro semestre deste ano, a Cyrela vendeu mais de
R$ 150 milhões na capital.
Ele disse que os mercados de São Luís e Belém concentram 80% dos negócios da Regional Norte da Cyrela, que reúne, ainda, Manaus e Fortaleza. Percentualmente, a regional teve a melhor performance de vendas do grupo no primeiro semestre.
Segundo Guilherme França, a Cyrela está satisfeita com São Luís, onde tem de 20% a 25% de market share. A empresa tem terrenos em várias regiões da cidade, mas por enquanto está dando prioridade para entregar os empreendimentos lançados.
A satisfação da Cyrela com o mercado local está nos resultados alcançados em tão pouco tempo de lançamento dos empreendimentos. A unidade Jardim de Provance, por exemplo, foi completamente vendida em seis dias. O Vitória São Luís teve todas as 1.312 unidades vendidas em apenas três meses, e o Brisas Life também bateu o recorde nacional de vendas, com todas as unidades comercializadas em seis meses.

Impacto - Os investimentos da Cyrela em São Luís podem ser medidos também pelos impactos na geração de emprego e renda e na utilização de insumos na construção dos empreendimentos. Somente em Imposto Sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), a empresa já gerou R$ 45 milhões e já pagou R$ 62,5 milhões em impostos sobre a venda dos imóveis.
Em termos de geração de emprego, Guilherme França informou que estrutura da empresa na capital reúne 3.099 colaboradores nos canteiros de obras e 109 na área administrativa.
Outro dado que merece destaque é em relação à construção. O consumo de concreto soma 123 mil m³ de concreto, o equivalente a 45 piscinas olímpicas. Somente em aço, são 11 mil toneladas, que corresponderiam a 10,6 milhões de metros lineares, quase duas vezes a distância dos pontos mais extremos do país: Oiapoque (Amapá) e Chuí (Rio Grande do Sul).
Na área social, a Cyrela também tem importantes projetos em São Luís. Um deles é desenvolvido no próprio canteiro de obras com turmas de alfabetização de adultos, onde os trabalhadores participam de aulas no local. A empresa também já realizou 2.080 horas de treinamentos, impactando 206 pessoas.

Mais


A Cyrela Brasil Reality completa seis anos de trabalho em São Luís com nove empreendimentos realizados: Bairros Jardins São Luís, Pátio Jardins, Brisas Altos do Calhau, Brisas Life, Vitória São Luís, Pleno Residencial, Farol da Ilha, Île de Saint Louis e Península Way. Contando com o Maranhão, a Cyrela possui mais de 100 canteiros de obras espalhados em 17 estados e 55 municípios, além de Buenos Aires, na Argentina.

Cyrela em números - São Luís


Terrenos consumidos: 340.000 m²
Unidades lançadas: 5.116
Unidades entregues: 2.422
Obras: 643.700 m² (área construída total)
Impostos gerados: R$ 45 milhões (ITBI)
Impostos pagos: R$ 62,5 milhões
Colaboradores: 3.099 no canteiro de obras e 109 no administrativo
Consumo de concreto: 123.000 m³
Consumo de aço: 11 mil toneladas

Corredor Metropolitano é realizado em ritmo acelerado e deve ser concluído até o fim do ano.

Trecho de duplicação da MA-203 é preparado para asfaltamento

Serviço na primeira parte do Corredor Metropolitano é realizado em ritmo acelerado e deve ser concluído até o fim do ano.
 

Foto: De Jesus
Imprimação asfáltica é feita em trecho duplicado
 
As obras de duplicação do primeiro trecho do Corredor Metropolitano de São Luís, que liga as rodovias estaduais MA-203 e MA-204, estão em andamento, e em alguns trechos já começa a ser preparado o terreno para a pavimentação da camada asfáltica, além de melhorias na drenagem no local. A governadora Roseana Sarney (PMDB) assinou a ordem de serviço no dia 24 de março deste ano e, na oportunidade, anunciou investimentos de R$ 111 milhões, em uma extensão de 10,11 quilômetros, que se inicia na Estrada do Araçagi (MA-203) até o encontro com a rotatória de acesso à MA-204. A obra beneficiará os municípios de São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa, que compõem a Região Metropolitana da Ilha.
O andamento dos trabalhos, no trecho que compreende a MA-203, está sendo realizado pela empresa Ducol Engenharia, que mantém em ritmo acelerado o serviço de terraplenagem para compactação do terreno. O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Infraestrutura (Sinfra), frisou que a construção do Corredor Metropolitano garantirá maior fluidez ao sistema viário nos principais pontos de estrangulamento no elo entre a MA-203 e a MA-204 e cujo cronograma de conclusão dos trabalhos está previsto para dezembro deste ano.
A governadora Roseana Sarney tem destacado a importância de uma obra que beneficiará toda a Região Metropolitana de São Luís, em especial em um dos trechos que mais crescem em urbanização. A obra deve beneficiar 300 mil moradores, envolvendo 56 bairros. "Estou muito feliz por estarmos dando continuidade à obra do Corredor Metropolitano. A primeira etapa está em pleno andamento e vamos entregar essa obra para a melhoria da qualidade de vida da população. Vamos entregar também a Via Expressa, a Avenida Quatro Centenário e a reforma dos Vivas", afirmou.
Conforme o projeto original a ser executado pela Sinfra, os 10,11 quilômetros de extensão da nova via contarão com um corredor exclusivo para ônibus, com 7,60 metros de largura; duas faixas de rolamento para veículos em cada sentido com 3,15 metros; ciclovia em toda a extensão da avenida com 2,40 metros de largura; cinco estações de passageiros; duas pontes e um elevado.
De acordo com o secretário-adjunto de Obras Rodoviárias da Sinfra, José do Vale Filho, apesar de os trabalhos estarem em plena execução, durante uma parte do primeiro semestre os serviços tiveram um ritmo lento, por causa das fortes chuvas que caíram em toda a Região Metropolitana de São Luís. Ele ressaltou que, com o fim do período chuvoso, as obras foram retomadas para que o trecho seja entregue até o fim do ano. "Por causa das chuvas, houve certo atraso no calendário da obra. Porém, estamos fazendo de tudo para entregar os serviços dentro do prazo previsto pela governadora", declarou.
O secretário-adjunto explicou que em alguns pontos da via o Governo do Estado está negociando com proprietários de terrenos que avançaram para a margem da pista. "Nesses casos, tudo está sendo negociado e, portanto, não há problema nenhum que atrapalhe o andamento da obra", afirmou José do Vale Filho.

Mobilidade Urbana - Durante o ato de assinatura da ordem de serviço do Corredor Metropolitano, os prefeitos de São José de Ribamar, Gil Cutrim; de Paço do Lumiar, Josemar Sobreiro, e de Raposa, Clodomir de Oliveira dos Santos, agradeceram à governadora pela obra e destacaram os benefícios para a população da Ilha de São Luís.
"Essa é uma grande obra para todos que sofrem com os constantes engarrafamentos", disse o prefeito Clodomir de Oliveira. Já o prefeito de Paço do Lumiar lembrou que, além desta, outras obras importantes estão sendo executadas pelo governo na Grande Ilha e em todo o Maranhão. "A governadora Roseana Sarney tem essa característica de tocadora de obras e, em todos os locais que passamos, podemos ver o governo trabalhando", afirmou Josemar Sobreiro.
O prefeito Gil Cutrim declarou que os serviços darão maior fluidez ao tráfego de veículos na área. "O Corredor Metropolitano vai melhorar a mobilidade urbana dos municípios envolvidos, trazendo o desenvolvimento para esta região", disse.
Na opinião de moradores da área, quando houver a finalização da obra, o Corredor Metropolitano ajudará no deslocamento de quem trafega diariamente pelo local. Para o servidor público Valfredo Gomes, todo dia a população que reside na proximidade é obrigada a conviver com a lentidão no trânsito. "Acreditamos nessa iniciativa do Governo do Estado e esperamos que, de fato, essa obra seja concluída para que possamos ter uma melhora na mobilidade urbana", comentou.
A dona de casa Maria Regina Fonseca disse que, quando tem de sair de casa, já fica pensando em enfrentar o congestionamento na área. "Por isso, estamos apostando todas as nossas fichas nessa obra", disse.

Perfil do Corredor Metropolitano


- Obra de iniciativa do Governo do Estado do Maranhão
- Ligação entre as rodovias estaduais MA-203/MA-204
- Investimento da ordem de R$ 111 milhões
- A obra beneficiará cerca de 300 mil moradores da Região Metropo-litana de São Luís
- A via terá um total de 10,11 quilômetros de extensão
- Terá corredor exclusivo para ônibus com 7,60m de largura
- Duas faixas de rolamento em cada sentido
- Ciclovia em toda extensão da avenida
- Cinco estações de passageiros
- Duas pontes e elevado

Envie informações à Redação do Jornal de O Estado por WhatsApp pelo telefone (98) 9209 2564.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Nova empresa retomará obra de ampliação do aeroporto de São Luís

Após licitação, nova empresa retomará obra de ampliação do aeroporto de São Luís

Todobras Prestadora de Serviço LTDA. concluirá os serviços no terminal de passageiros da capital e tem 15 meses para a realização da atividade.
 
Foto: Fabrício Cunha
 
A empresa Todobras Prestadora de Serviço LTDA. venceu o processo licitatório e concluirá os serviços de ampliação do Aeroporto Internacional Marechal Hugo da Cunha Machado, em São Luís. A licitação já foi homologada pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e a ordem de serviço para a execução das atividades deve ser assinada nos próximos dias.
O contrato entre a Infraero e a empresa que executará as atividades no aeroporto ludovicense está sendo elaborado, o que deve demorar alguns dias. Após a assinatura da ordem de serviço, a Todobras terá 15 meses para concluir a obra no terminal.

Rescisão - Os serviços no aeroporto de São Luís foram interrompidos no mês de abril, após a Marcozzi Construções LTDA., empresa que estava executando as obras, ter rescindido o contrato com a Infraero, que é responsável pela administração do aeroporto da capital maranhense.
Para que as obras de ampliação continuassem, foi necessária a abertura de um novo processo licitatório, o que aconteceu no dia 24 de junho, na modalidade pregão eletrônico, e que resultou na vitória da Todobras Prestadora de Serviço LTDA..
De acordo com a Infraero, a rescisão contratual que resultou na paralisação dos serviços no aeroporto ocorreu em razão de a Marcozzi Construções LTDA. não ter cumprido os prazos previstos em contrato, conforme cronograma para a execução dos serviços.
A empresa, na época, informou que a decisão por rescindir o contrato partiu dela, uma vez que não tinha mais condições de arcar com os custos da obra. Segundo a empresa, os preços dos materiais que seriam utilizados na obra aumentaram acima do que estava previsto no processo licitatório, o que acarretaria prejuízos, caso continuasse os trabalhos.
Por causa da paralisação dos serviços, apenas 15% das obras previstas foram concluídas até o mês de abril, sendo executados apenas os serviços preliminares e parte da infraestrutura básica de fundações da ampliação do terminal de passageiros.

Ampliação - A ampliação do terminal foi iniciada em maio do ano passado e contempla a instalação de quatro módulos operacionais. Os serviços estão orçados em aproximadamente
R$ 14,5 milhões e preveem a ampliação do terminal de passageiros com módulos operacionais de desembarque, embarque e saguão. O módulo de embarque será instalado ao lado do antigo prédio da administração e o de desembarque ao lado do atual terminal de passageiros. Já os módulos de check-in e check-out serão instalados, respectivamente, na frente e atrás do antigo prédio administrativo.
Com a instalação dos módulos, a área do terminal passará dos atuais 6,2 mil m² para 11,1 mil m². Também haverá a ampliação da capacidade do aeroporto em 1,6 milhão, passando dos atuais 3,4 milhões para 5 milhões de passageiros ao ano.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Globo Rural, da TV Globo mostra os problemas para embarcar soja no Itaqui

Transportadoras reclamam do tempo de espera para embarcar soja no Itaqui

Agricultores também se queixam do problema, que afeta o recebimento de grãos no modal rodoviário; caminhões estão servindo para armazenar grãos.
 
Foto: Divulgação/Emap
 
Agricultores e empresas de transporte reclamam da dificuldade na hora de escoar a safra da soja no Maranhão. Os caminhões enfrentam longa espera nos portos, de acordo com reportagem de ontem do programa Globo Rural, da TV Globo. A fila de caminhões se forma nas proximidades de um posto de combustível, em um ponto localizado a cerca de 10 quilômetros do Porto do Itaqui, ao longo da rodovia BR-135.
Segundo o informativo, a colheita da soja no leste do Maranhão terminou há um mês. Das 190 mil toneladas colhidas, 70% ainda estão estocadas porque há dificuldade para escoar a produção.
O porto em São Luís tem capacidade para receber a carga de 60 caminhões por dia, mas o número de veículos carregados com soja que chega diariamente é bem maior, por isso as filas são comuns na época de safra.
As lavouras do leste do Maranhão ficam há menos de 300 quilômetros do porto. Em condições normais, os caminhões empregados no transporte dos grãos fazem até cinco viagens por semana, mas nesta safra, eles estão demorando cinco dias para ir e voltar.
Marconi Martins é representante de transportadora (não identificada na reportagem de TV) e comanda 100 caminhões. Segundo ele, a frota passa a maior parte do tempo parada, à espera de acesso à zona portuária.
“Os caminhões hoje em dia não estão servindo só para transportar, estão servindo também para armazenar os produtos porque não tem como descarregar. Tem caminhão que passa mais de uma semana carregado”, afirma.
“Nós estamos a somente 300 quilômetros de um dos melhores locais para se exportar soja do país, próximos de centros consumidores, no entanto, estamos praticando os preços de soja que produtores do Brasil central também praticam, estando há mais de mil quilômetros do porto”, diz Vilson Ambrosi, presidente da Associação de Produtores de Soja e Milho do Meio Norte.
Segundo a reportagem do Globo Rural, a Valor da Logística Integrada (VLI), subsidiária da Vale criada em 2011 que administra um terminal de granéis na zona portuária de São Luís, classifica o movimento como normal. A empresa informa ainda que tem investido para oferecer um serviço integrado aos produtores, envolvendo o porto, os terminais intermodais e a ferrovia.

Estrutura - Terminal da VLI é uma estrutura herdada da mineradora Vale no porto de Ponta da Madeira, e recebe grãos agrícolas trazidos em caminhões e em trens, sendo o modal ferroviário o mais estruturado atualmente. O embarque é realizado no berço 105 do Porto do Itaqui, denominado pela Vale de Píer II. Em junho do ano passado, a VLI divulgou ter investido R$ 150 milhões em infraestrutura, que integra um silo de armazenamento de grãos e uma moega – sistema de descarregamento de vagões.
Segundo informes da VLI, a nova estrutura de movimentação de carga no armazém aumentou o tempo de descarga de sete horas para cinco horas e meia, e o embarque de soja e farelo passou de 350 mil toneladas/mês para 450 mil toneladas/mês.
Na estrutura atual, são descarregados dois vagões por vez. O tempo médio para a operação total de um trem com 80 vagões é de 7h. A moega permite reduzir esse tempo para 4,5h, porque viabiliza a descarga de três vagões, simultaneamente.

Solução – Uma resposta para o problema do escoamento de soja pode estar em outro empreendimento, paralelo à infraestrutura da VLI, que é o Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram), em construção no Porto do Itaqui e com previsão de início de atividade para fins de setembro deste ano.
O terminal é um empreendimento do consórcio formado pelas empresas NovaAgri, Glencore, CGG Trading, Louis Dreyfus e Amaggi. Integra quatro armazéns graneleiros com capacidade estática cada um de 125 mil toneladas, perfazendo um total de 500 mil toneladas.
O Tegram será equipado com carregadores de navios que operarão a uma taxa de 2,5 mil toneladas por hora, o que permite um rápido carregamento de navios evitando assim as custosas filas de atracação. Destaque para a capacidade de recepção de grãos.
Estima-se que 80% da produção agrícola da região que integra Maranhão, Tocantins, Piauí, Bahia (Matopiba) e do nordeste do Mato Grosso, chegará ao Tegram por meio de ferrovias e 20% por rodovias.
Para garantir eficiência logística nesse processo, esses modais também contemplam os investimentos realizados pelos consorciados. A capacidade de recepção pelo modal rodoviário será de até 800 caminhões por dia, o que significa mais de 32 mil toneladas.
A descarga rodoviária será realizada por modernos tombadores para atender caminhões de até 30 metros, serão oito tombadores, sendo dois por armazém. O sistema de recebimento ferroviário terá a capacidade para descarregar 3 mil toneladas por hora, com oito vagões simultaneamente em duas moegas ferroviárias. O ramal ferroviário terá extensão para receber um comboio com 80 vagões com aproximadamente 7 mil toneladas por comboio.

Ator maranhense Fernando Braga terá papel de destaque no longa No Retrovisor, uma adaptação da obra de Marcelo Rubens Paiva

“Ser ator é desejar viver além de mim”
 
Ator maranhense Fernando Braga terá papel de destaque no longa No Retrovisor, uma adaptação da obra de Marcelo Rubens Paiva
 
Italo Stauffenberg
Da equipe de O Estado
 

Fernando Braga - ator

Seguindo o exemplo de outros artistas locais que saíram do Maranhão para fazer carreira no eixo Rio-São Paulo, o ator Fernando Braga já começa a se destacar em alguns papéis importantes no teatro, cinema e participações em novelas. Recentemente, ele participou das gravações do longa-metragem No Retrovisor, adaptação de texto de Marcelo Rubens Paiva e dirigido por Mauro Mendonça Filho. O filme deve estrear em 2015 nos cinemas. Ele contracenará com outro maranhense, o ator Rômulo Estrela e também com Maria Casadevall, Marcelo Serrado e Bárbara Paz para contar a história de amizade entre dois jovens, interrompida por um acidente que cegou um deles. Anos depois, eles se reencontram e relembram o passado. No filme, Braga interpreta Percival, o melhor amigo do personagem de Rômulo Estrela, um dos protagonistas da trama.
Fernando Braga ingressou no cenário artístico no Coral Infantil Amor e Vida, chegando a gravar um LP. Foi aluno do coral do Teatro Arthur Azevedo. Iniciou os estudos de teatro aos 13 anos no Centro de Criatividade Odylo Costa,filho. Quatro anos depois, participou do curso de formação Teatro Experimental do Maranhão (TEMA). Além de vários cursos e oficinas, participou das montagens: A Bela e o Vampiro Apaixonado (musical infantil), O Largo do Desterro (baseado no livro de Josué Montello), O grande Amor de Gonçalves Dias e A Bruxinha que era boa. Em São Paulo, participou das montagens: Primos (Drama) e Segundos (Drama – Teatro Físico) dirigidos pelo Inglês Patrick Campbell.

O Estado - Desde pequeno você tem admiração pela atuação. Já participou de cursos de teatro e em alguns curtas e séries de TV. Para você, o que é ser ator?
Fernando Braga - Ser ator é desejar viver além de mim, além dos meus próprios pensamentos e certezas. Atuar é viver outras possibilidades, dialogar com o mundo e as questões da nossa sociedade, tanto do ponto de vista político, como religioso e social.

O Estado - Além de ator, você exerce outra profissão?
Fernando Braga - Sim, sou formado em Comunicação Social, com habilitação em Publicidade e Propaganda. Profissão que me deu a oportunidade de conhecer e trabalhar em grandes agências e profissionais do mercado publicitário de São Paulo.

O Estado - É difícil conseguir um espaço no cenário artístico?
Fernando Braga - O caminho não é fácil. Todos os dias você convive com os dois lados da moeda. Às vezes você acorda com uma ligação que te anima quando você é chamado para um teste, mas dorme, algumas vezes, com o não, por não ter passado. Além disso, existe um padrão estético que o mercado impõe que chega a ser cruel. Vejo amigos fazendo de tudo para se adequar a ele. O mercado é restrito, as chances de você chamar a atenção de um produtor de casting quando você não tem um agente ou não e tem um trabalho a mostrar é quase zero. Ainda mais quando ainda não se definiu com ator, aí, é nadar em águas profundas.

O Estado - Em algum momento já pensou em desistir da profissão artística?
Fernando Braga - Da “profissão sucesso” sim, de ser artista não. Hoje eu escrevo e produzo meus trabalhos. Tenho uma linha autoral que me permite na falta de convites, me exercitar e desenvolver meu ponto de vista como ator. Desistir da arte seria como estar desistindo de viver, portando, não vejo essa possibilidade como solução.

O Estado - Possivelmente, você saiu de São Luís em busca de novos horizontes profissionais. Em sua atual cidade, percebeu evoluções na carreira?
Fernando Braga - Comecei em São Luís, estudei dança com o querido Reynaldo Faray, a quem sou grato. Mas em São Paulo, tive contato com um teatro de pesquisa, que apresenta e pensa nossa condição com uma estética que não conhecia. Ao conviver com esses atores, encenadores, de certa forma, provoca em você outro olhar sobre a arte, abre caminhos de possibilidades. Ao longo dos seis anos fora de São Luís, me percebo tanto como artista quanto pessoa, um crescimento que só está começando.

O Estado - Por ser nordestino nas cidades em que você já passou e tentou realizar atividades profissionais, você sofreu algum tipo de preconceito?
Fernando Braga - Tanto em São Paulo, como no Rio de Janeiro, já sofri preconceito sim. Em um dos cursos que fiz no Rio recentemente, fui recebido de forma repulsiva pelos colegas – atores e atrizes lindos. Cheguei a ouvir que não merecia estar ali, que não tinha condição de pagar pelo curso. No final dos dois dias, eu era sensação entre eles, pelo meu comportamento, pela boa educação que recebi dos meus pais e, claro, pelas boas cenas que fiz. Viram talento em mim. No final, os que se permitiram, pediram desculpas pela primeira impressão que tiveram. Infelizmente o preconceito existe. Ele é real. Mas sei o valor que tenho e não me abato por isso.

O Estado – O que você considera mais importante nestes anos de carreira?
Fernando Braga - Eu considero os nãos recebidos, que, de certa forma, provocaram uma mudança positiva em mim. Considero os poucos, mas grandes amigos que tenho feito nessa breve jornada e que já entraram comigo em sonhos que criei. Foi assim, na peça Segundos que escrevi e atuei e que foi dirigida pelo inglês Patrick Campbell.

O Estado - Para você, o que São Luís representa?
Fernando Braga - Minha casa. Meu porto. Meu refúgio. Aqui eu sei que estou seguro. Gosto de voltar a cidade e andar pelas ruas que andava quando criança. Bom é andar pela cidade e ver a nossa gente, ouvir o nosso tom de falar, nossas gírias. Espero um dia ter a sorte de levantar com orgulho a nossa bandeira, por ser mais um representante do nosso estado lá fora.

O Estado - Até o momento, qual trabalho artístico que você considera o mais relevante e que mais acrescentou bons aprendizados em sua vida?
Fernando Braga - Destaco a peça Segundos. Foram seis longos meses de treino e ensaio com o diretor inglês Patrick Campbell. Nesse trabalho, adquiri outra consciência do meu corpo e voz, que até então eu não tinha. Foi um processo doloroso. Digo até que sofri, mas o resultado foi um espetáculo que conquistou o público que assistiu. Esse trabalho me melhorou muito como ator.

O Estado - Atualmente, três atores maranhenses circulam no mercado nacional. São eles, Solange Couto, Déo Garcês e Rômulo Estrela. Que atividades você desenvolve ou articula com esses atores?
Fernando Braga - Tive contato há pouco com a Solange, no curta Walter do 402, dirigido pelo querido Breno Ferreira, também de São Luís. Com o Déo, tenho uma relação mais pelas redes sociais. O Rômulo, eu conheci nas filmagens de No Retrovisor. É um cara que aprendi admirar, não somente pelo comprometimento em cena, mas pela educação, carinho e cuidado que teve comigo. Um grande sujeito.

O Estado – Como foi sua participação no filme No Retrovisor, uma adaptação da obra de Marcelo Rubens Paiva, que foi dirigida por Mauro Mendonça Filho e será lançada pela Globo Filmes?
Fernando Braga - As filmagens do longa terminaram no início de junho. Eu faço o Percival, um gerente de hotel na primeira fase do filme, que depois vira o melhor amigo do Ney, vivido nessa fase, pelo Rômulo Estrela.

O Estado - Está atuando em algum trabalho artístico? Já há outro em vista?
Fernando Braga – Estou realizando ensaios do espetáculo que vou estrear no Rio. No cinema, gravo ainda nesse segundo semestre o filme Domingo.

Ator maranhense Adriano Balluz em turnê pelo exterior com musicais infantis da Disney

Por Nedilson Machado •                           

BLOG1
Na Ponte da Amizade, que liga o Brasil ao Paraguai, o ator maranhense Adriano Balluz (de camisa regata branca) com colegas do elenco que está em turnê pelo exterior.

O ator maranhense Adriano Balluz está comemorando cinco anos de carreira, viajando em turnê pelo exterior com montagens de clássicos da Disney.
O ponta pé inicial se deu na Ono Music Hall, famosa casa de eventos de Foz Iguaçu, região do Paraná, e de lá seguiram para Paraguai e Argentina, onde foram muito bem recepcionados.
Durante três meses, o ator se preparou para dois importantes personagens, o Maurice, pai da Bela, em “A Bela e a Fera”, e o Totó, o cachorro sapeca de Dorothy, em “O Mágico de Oz”.
Em cena, Balluz além de atuar, tem que cantar e dançar, já que os espetáculos infantis são apresentados em forma de musical, gênero este que ele vem se aperfeiçoando cada vez mais, para integrar grandes espetáculos do eixo Rio de Janeiro/São Paulo.
O ator se revela satisfeito com a carreira, e as inúmeras personagens que coleciona no currículo, num total de 15 espetáculos teatrais, desde que se mudou para o Rio de Janeiro, em 2010.
Fora a BC Produções, a companhia que possibilitou ao ator essas apresentações fora do território brasileiro; Adriano ainda integra mais três: a Arte em Cena, onde segue em temporada com o espetáculo “O Mundo Encantado de Clara”; a FazArte, que sempre traz espetáculos para nossa São LuÍs, como “Ox Exculaxados”, com direção do saudoso Chico Anysio; e a NossoRiso, onde trabalha com teatro-empresa, uma nova dinâmica, que tem atingido outros públicos, principalmente o de trabalhadores com menos condições.
Em outubro, o ator já garantiu uma vinda para à capital maranhense com outro espetáculo. Aguardem.
BLOG3
Adriano Balluz, com Beto Cascardo, fazendo a Fera.
BLOG4
Em cena com as atrizes Izabella Almeida e Larissa Bourglex. (Fotos divulgação)

sábado, 26 de julho de 2014

Prefeitura realiza passeio náutico para promoção do turismo



    Objetivo é apresentar uma nova modalidade de lazer aos visitantes e criar rotas nas quais as embarcações saiam da Ponta Da Areia

    


 
Objetivo é apresentar uma nova modalidade de lazer aos visitantes e criar rotas nas quais as embarcações saiam da Ponta Da Areia (A. Baêta/Divulgação)
Objetivo é apresentar uma nova modalidade de lazer aos visitantes e criar rotas nas quais as embarcações saiam da Ponta Da Areia
A Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Turismo (Setur), promoveu, na tarde desta sexta-feira (25), um passeio náutico contemplativo pela Baía de São Marcos, do qual participaram representantes de agências de receptivos locais e técnicos do órgão. A iniciativa é parte do projeto elaborado pela Setur para apresentar ao trade turístico uma nova alternativa de passeio e incluí-lo no roteiro de city tour da capital maranhense. O passeio foi feito em parceria com a Agência Ponto a Ponto Tur.

Segundo o titular da Setur, Lula Fylho, o passeio náutico contemplativo em catamarãs integra o portfólio de ações do Programa Turismo Participativo, realizado com o objetivo de estimular o turismo local, aumentar o tempo de permanência do turista na cidade, diversificar o leque de opções turísticas na capital Patrimônio da Humanidade e ampliar o tempo do city tour em São Luís. Atualmente, o city tour dura em média quatro horas.

A ideia é apresentar uma nova modalidade de lazer aos visitantes e criar rotas nas quais as embarcações saiam da Ponta Da Areia, passando pelo balneário do Portinho, podendo seguir até a Praia da Guia. “O que pretendemos é oferecer uma nova perspectiva de vista do Centro Histórico de São Luís, a partir do mar, acrescentando, inclusive, o nosso belo pôr-do-sol”, disse Lula Fylho.

O passeio náutico em catamarãs pela Baía de São Marcos está sendo realizado pela segunda vez e tem como finalidade identificar os melhores roteiros por mar e colher sugestões dos representantes das agências de receptivos que participarão do passeio. O secretário acrescentou que modelos de passeios como este já são realizados com sucesso em outras cidades litorâneas, a exemplo de Ilha Bela, no litoral paulista.

Para elaborar o roteiro como ação de política pública de valorização do turismo local e apresentar o produto também às agências de viagens de outros estados, a Setur já realizou uma série de reuniões envolvendo desde órgãos de representação do trade turístico à Capitania dos Portos, para verificação de normas e leis que regem os procedimentos em mar.

De acordo com o secretário, a Prefeitura busca viabilizar um píer de acesso para facilitar o embarque dos turistas nesses passeios. O assunto está sendo discutido junto ao Ministério dos Transportes e à iniciativa privada. O diálogo com os entes públicos e iniciativa privada para parcerias que beneficiem à cidade é uma orientação do prefeito Edivaldo.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Com ilustres alunos ao longo da história, Liceu faz 176 anos de tradição



    No Liceu estudaram poetas, jornalistas, engenheiros. Entre ex-alunos famosos é possível citar o senador José Sarney, a governadora Roseana Sarney, cantora Alcione Nazaré
Seleção para estudar no tradicional colégio é rigorosa e vagas são limitadas,apesar do tempo
William Castro
   



Seleção para estudar no tradicional colégio é rigorosa e vagas são limitadas,apesar do tempo
 
O Centro de Ensino Liceu Maranhense é patrimônio vivo da herança cultural de um povo rico em tradições locais e referência na educação em São Luís. Ontem, a escola mais antiga da rede pública estadual celebrou 176 anos de fundação. Para comemorar a data uma programação marca mais um aniversário histórico do colégio, com a presença de alunos, pais e representantes do Governo do Estado e sociedade civil.

A primeira sede da escola funcionou no pavilhão térreo do Convento do Carmo, na Praça Pedro II. Em seguida, mudou-se para a Rua Henrique Leal esquina com a Rua do Giz, onde hoje está sendo restaurado para abrigar o Museu da Língua Portuguesa. Em 1941, ganhou sede própria no Parque Urbano Santos, no Centro, antiga sede do Quinto Batalhão de Infantaria do Exército.

No Liceu estudaram representativas personalidades dos mais diversos sociais, políticos e culturais do estado. O senador José Sarney, por exemplo, foi aluno no ano de 1945. Sobre o significado do colégio para sua formação, ele afirma que “a história do Maranhão passa pelo Liceu. Eu sinto um grande orgulho por fazer parte desta história”, disse.


Boletim da governadora Roseana Sarney no ano de 1953
Boletim da governadora Roseana Sarney no ano de 1953
Sua filha, Roseana Sarney estudou no colégio no final dos anos 60. A governadora do estado descreveu o sentimento que tem pela escola. "Fico honrada em fazer parte da história do nosso Liceu Maranhense. E como sempre vi a escola como a nossa segunda casa, tenho uma paixão especial por esse colégio, onde passei dias felizes da juventude, fiz amigos para toda a vida e aprendi muito mais do que a teoria e a prática do português e matemática", enfatizou.

Além deles, passaram pelo Liceu o ex-ministro do Turismo e deputado federal, Gastão Vieira; a cantora Alcione Nazaré; o cineasta Murilo Santos; o procurador eleitoral João Bernardo; a escritora Arlete Nogueira, o poeta Sousândrade, os escritores Aluísio Azevedo e Josué Montello, entre outros.
O jornalista e advogado Benedito Buzar, presidente da Academia Maranhense de Letras fala com orgulho e alegria dos anos em que estudou no Liceu Maranhense, na década de 1950. “Foram os melhores anos da minha vida. Eu tive o prazer de estudar com os melhores professores, muito competentes e foi lá que eu fiz um bom ginásio e um ótimo científico. Então foi uma época das mais felizes”, concluiu.

O diretor geral, Deurivan Rodrigues Sampaio, foi aluno da escola por volta de 1977. Anos depois, em 1992, retornou com professor de história, assumiu em seguida a coordenação na área de Humanas e foi diretor adjunto até assumir a atual função, desde 2009. “Eu tinha um sonho de entrar no Liceu, pois eu já ouvia falar do nível da escola. Eu estudei na época do regime militar e hoje a escola trabalha de uma forma mais aberta e coletiva, sem perder o padrão de referência que encaminha alunos para as melhores universidades”, destacou.
 

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Grupo com mais de 100 lojas no país vai inaugurar uma unidade em Bacabal

Grupo com mais de 100 lojas no país vai inaugurar uma unidade em Bacabal; interessados em uma vaga de emprego já podem enviar curriculum
 
Do blog do Sergio Matias
 
Prevista para inaugurar em Bacabal uma das suas unidades no início de dezembro deste ano, a rede de moda Avenida já conta com mais de 105 lojas espalhadas pelas principais cidades do país. Sempre preocupada em surpreender e encantar o seu cliente, ela segue de perto todas as principais tendências da moda mundial.

Moda masculina, feminina, infantil, calçados, artigos de cama, mesa, banho e decoração: a Avenida oferece tudo isso com muita qualidade, com os melhores preços e as melhores condições de pagamento.
A unidade de Bacabal irá funcionar neste prédio (foto acima) anexo ao Bacabal Shopping. Para se ter uma ideia da grandiosidade deste investimento em nossa cidade e que faz parte da expansão da empresa para a região nordeste, a loja ocupará os três pavimentos.

Criado no Mato Grosso o grupo do ramo de roupas, sapatos, e decorações oferecerá aos seus futuros clientes um ambiente amplo climatizado e com escadas rolantes.

De acordo com a loja, serão gerados aproximadamente 40 empregos diretos e a outra boa notícia é que os interessados em uma das vagas já podem enviar curriculum para: curriculo@lojasavenida.com.br ou clique aqui e preencha seus dados.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Itaqui movimentou 1,6 milhão de toneladas de carga em junho

Resultado significa uma alta de 16,9% em relação a junho do ano passado.

Cezar Scanssette
Editor de Portos
 
Foto: Divulgação/Emap
O Porto do Itaqui movimentou 1.664.156 toneladas (t) de carga em junho deste ano, de acordo com dados da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap). O resultado é 16,93% maior do que o alcançado no mesmo período do ano passado, que chegou a 1.423.235 t.
O maior volume de movimentação de carga em junho deste ano no Porto do Itaqui foi registrado no segmento de granéis sólidos, que alcançou 878 mil/t, o que significa 52,76% do resultado mensal. Entretanto, no comparativo com junho de 2013, que chegou a 962 mil/t, percebe-se uma diferença de 9,64%.
Entre os granéis sólidos, destaque para as operações com soja, que chegaram a 494 mil/t em junho de 2014, contra 507 mil/t no mesmo intervalo de 2013 (diferença de 2,78%). Considerando o mês de referência, uma queda acentuada ocorreu na movimentação de fertilizantes, que passou de 177 mil/t para 58 mil/t (diferença de 204%) do ano passado para o atual.
As operações com cobre apresentaram alta, partindo de 40 mil/t em junho do ano passado para 56 mil/t no mesmo intervalo deste ano (diferença de 38,7%). Os demais itens da pauta de granéis sólidos, no Itaqui, de junho último, foram ferro-fusa (62 mil/t), carvão (127 mil/t), clínquer e escória (59 mil/t) e arroz (19 mil/t).

Líquidos - O segundo maior volume de carga movimentada no Porto do Itaqui em junho deste ano foi no segmento de granéis líquidos (a maioria de derivados de petróleo), com 684 mil/t, equivalente a 41,12% do total geral. Em relação a junho de 2013, que registrou 443 mil/t, o volume de granéis líquidos aumentou 54,45%.
No quesito derivados de petróleo, verifica-se um grande aumento na movimentação de produtos no segmento entreposto comercial (produtos recebidos no porto destinados ao abastecimento local e de estados vizinhos), que passou de 187 mil/t em junho de 2013 para 375 mil/t no mesmo intervalo deste ano (diferença de 100,2%).
Também houve crescimento do volume de derivados no segmento importação, passando de 242 mil/t para 278 mil/t (diferença de 14,91%). A movimentação de álcool/etanol também aumentou, de 4 mil/t para 10,9 mil/t (alta de 168,9%), e as operações com gás liquefeito de petróleo (GLP) subiram de 8,7 mil/t para 12,1 mil/t (+7,22%). O Itaqui também movimentou 6,7 mil/t de soda cáustica, produto não registrado no mesmo intervalo de 2013.

Outros - Do total da movimentação de carga de junho deste ano, 9,6% foram operações com contêineres, o equivalente a 16.081 t ou 1.895 TEU (Twenty-foot Equivalent Unit, ou unidade padrão de 20 pés, em tradução livre do inglês), alta de 156% em relação ao mesmo intervalo de 2013, que registrou 740 TEU ou 6.158 t.
No quesito carga geral solta, o Porto do Itaqui movimentou 85 mil/t em junho deste ano, contra 11,2 mi/t no mesmo intervalo de 2013 (alta de 659%). A diferença se explica na inserção de um item da pauta portuária, a celulose, que chegou a um volume de 80,3 mil/t neste ano.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Cadê o nosso gás, Eike Batista???

Eneva luta contra falta de gás no Maranhão que atrasa Parnaíba II

Por Cláudia Schüffner | Do Rio
 
Por trás do atraso para início da geração da térmica Parnaíba II, da Eneva (ex-MPX) existe não apenas o risco de pagamento de penalidades milionárias pela empresa de energia, mas também a falta de combustível, mais precisamente do gás natural que deveria ser suprido pela antiga OGX Maranhão, hoje Parnaíba Gás Natural (PGN). Como em outras situações envolvendo as empresas que pertenciam ao grupo EBX, de Eike Batista, o problema está sendo tratado de forma discreta. O gás existe, mas não se confirmou a "meia Bolívia de gás" anunciada por Eike.
A informação sobre a indisponibilidade de gás para suprir o complexo de térmicas da Eneva na bacia do Parnaíba foi confirmada por três fontes, que falaram ao Valor com o compromisso de não serem identificadas. Oficialmente, a Eneva alega, junto à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que houve atraso de pelo menos 278 dias para assinatura dos contratos de comercialização de energia de Parnaíba II no ambiente regulado (CCEAR's) com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica.
Mas no Maranhão se verificou que as estimativas de reservas da OGX Maranhão, nesse caso de gás, foram superestimadas, assim como as de petróleo na Bacia de Campos exploradas por outra empresa do grupo, a OGX. As reservas de gás do campo de Gavião Real, que deveria ser o principal alimentador das usinas térmicas, estão abaixo das estimativas iniciais, como confirmaram fontes que conhecem o assunto.
Dos quatro campos declarados comerciais, só Gavião Real teve desenvolvimento aprovado pela ANP
Agora, para produzir todo o gás necessário, a empresa precisa fazer mais investimentos para perfurar novos poços e conectá-los à região onde estão as usinas, explicaram as fontes. A distância entre os reservatórios é maior que o previsto e há um custo alto de investimento em exploração e transferência do gás da boca dos poços até as térmicas.
Para todas as unidades da Eneva, que usam gás como combustível, gerarem energia seriam necessários mais do que os 6 milhões de metros cúbicos de gás por dia produzidos em alguns momentos pela Parnaíba Gás. Mas esse volume caiu e, em maio, a empresa produziu 5,3 milhões de metros cúbicos/dia no Maranhão, segundo o mais recente boletim de produção divulgado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Ali, o campo de Gavião Real aparece como o sexto maior produtor do país e coloca a empresa no segundo lugar entre os maiores produtores de gás, atrás da Petrobras. Não é pouco, mas tampouco suficiente.
Uma fonte explicou que a OGX Maranhão tem conhecimento, já faz algum tempo, que Gavião Real sozinho não poderia suprir a produção de energia elétrica do complexo, onde a Eneva tem instaladas e operando as térmicas Parnaíba I (676 MW), Parnaíba III (176 MW) e Parnaíba IV (56 MW). A Parnaíba II vai gerar 517 MW.
A atual crise elétrica exigiu que as usinas operassem à plena capacidade e, com isso, foi necessário manter po r muito tempo a produção elevada de gás. E ali seriam 8,5 milhões de metros cúbicos para atender a demanda das térmicas construídas em torno dos campos de gás. As usinas chegaram a consumir 6 milhões de metros cúbicos por dia durante um período, mas isso levou a limites perigosos que poderiam diminuir a vida útil do reservatório, informou uma fonte. "Eles precisam investir e produzir gás em outros reservatórios que existem lá", informou ao Valor uma fonte a par do problema.
Questionada sobre as reservas de gás da Parnaíba Gás, a ANP informou ao Valor que "nos blocos exploratórios operados pela empresa existem hoje 12 Planos de Avaliação de Descoberta submetidos à ANP, os quais poderão comprovar novas reservas de gás nos próximos anos".
A Eneva pediu à Aneel prorrogação para início do contrato de geração, de 1º de março para o último dia do ano
A agência esclareceu, ainda, que as reservas de cada campo são informação confidencial das empresas, sendo que "os volumes reportados quando é feita a declaração de comercialidade de cada área é de responsabilidade exclusiva do concessionário". Ainda segundo a ANP, até o momento a OGPar - antiga OGX, que era operadora da área - declarou a comercialidade de quatro campos de gás no Maranhão: Gavião Real, Gavião Azul, Gavião Branco e Gavião Branco Oeste. Contudo, somente o plano de desenvolvimento de Gavião Real foi aprovado, e é o único já em produção. Os demais estão em análise, informou a ANP.
Com a indisponibilidade de gás da Parnaíba Gás impossibilitando a Eneva de gerar eletricidade, os problemas das duas empresas que compunham o conglomerado X se entrelaçam. A Eneva tem apenas 18,18% da Parnaíba Gás Natural mas terá que arcar com 100% das penalidades pela não entrega da energia em um momento de déficit no setor elétrico caso seja punida pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Os outros sócios da PGN são a alemã E.On, com 9,09%, a Cambuhy Investimentos (da família Moreira Salles), com 36,37%, e a OGPar / OGX. Esta última está em recuperação judicial e manteve 36,36% que deverão ser vendidos em leilão. A participação remanescente da OGPar na Parnaíba poderá ser adquirida pela Cambuhy.
A Eneva aguarda o desfecho da cautelar para suspensão da penalidade que está sendo analisada no momento por Andre Pepitone, diretor da Aneel. Uma decisão desfavorável pode ser mais um golpe para a E.On, que já investiu cerca de R$ 4 bilhões na Eneva desde 2012 e ainda não conseguiu estancar a sangria.
No último mês e meio, o Valor tentou, sem sucesso, ouvir executivos da Eneva, da PGN, Cambuhy e a diretoria da Aneel sobre o assunto. Todos responderam que não iriam comentar. A Eneva pediu ao regulador prorrogação do início do contrato de geração por dez meses, passando de 1º de março de 2014 para o último dia do ano, o que na prática transfere o início da operação para 2015. Nem na medida cautelar em que pede suspensão das penalidades a falta de gás é explicitada.
Na exposição de motivos da cautelar, durante reunião pública na Aneel, o advogado da Eneva, Guilherme Baggio, disse que não houve operação continuada das unidades ao final do período de testes, em fevereiro, "porque há uma relação entre a usina térmica e o projeto de gás". E continuou afirmando que "há uma relação ainda que precisa ser melhor explorada, em relação à disponibilidade de gás para todo o projeto".











 


Incrível: Empresa australiana cria preservativo que pode matar os vírus do HIV, herpes e HPV

Testes microbiológicos mostraram que o novo preservativo é seguro!


Os preservativos são lubrificados com VivaGel
Os preservativos são lubrificados com VivaGel
Foto: Dailymail
O preservativo VivaGel é a ideia inovadora e ousada da empresa de biotecnologia australiana Starpharma. Os testes mostraram que o preservativo é eficaz na desativação de 99,9% dos vírus de HIV, herpes e casos de vírus do papiloma humano - HPV.

O produto já recebeu um recibo de Conformidade de Certificação de Avaliação do Australian Therapeutic Goods Administration - um certificado semelhante ao fornecido pelo Ministério da Saúde - possibilitando a produção em massa. Isso significa que o preservativo, o primeiro já desenvolvido com essa função, deve estar disponível para compra nos próximos meses.

Os preservativos são lubrificados com VivaGel, um medicamento que contém 0,5% de astodrimer de sódio - projetada especificamente como um composto contra o HIV. Espera-se que o gel ajude a reduzir a transmissão do temido vírus da AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis, além de reduzir o risco de gravidez.

A produção é uma parceria da Starpharma com a Ansell, responsável por cerca de 70% do mercado de preservativos da Austrália. A recente aprovação veio depois que o preservativo foi avaliado em um conjunto de requisitos em matéria de segurança e desempenho.
Incrível: Empresa australiana cria preservativo que pode matar os vírus do HIV, herpes e HPV
Na Austrália, o número de DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) tem aumentado significativamente nos últimos anos. Estima-se, por exemplo, que a herpes genital, causada pelo vírus herpes simplex, afete um em cada oito australianos com 25 anos ou mais. A taxa de infecções por HIV recém-diagnosticadas aumentou 10% em relação aos últimos 12 meses, representando o maior aumento na Austrália nos últimos 20 anos. Os dados também revelam que o número de infecções diagnosticadas em 2013 são 70% maiores que os detectados em 1999, quando os casos estavam em seu nível mais baixo.

Peter Carroll, presidente e gerente geral da unidade de negócios globais de bem-estar sexual da Ansell, disse que os consumidores podem se animar. “O produto mais inovador de saúde sexual será colocado nas prateleiras em breve”, afirma.




FONTE: Daily Mail

domingo, 20 de julho de 2014

R$ 1,3 bilhão em infraestrutura viária é investido pelo governo

O titular da Secretaria de Estado de Infraestrutura, José Raimundo Frazão, faz um balanço das ações do governo com a pavimentação de vias urbanas.

Jock Dean
Da equipe de O Estado
 
Foto: Flora Dolores
Secretário José Raimundo, da Sinfra
 
Uma série de obras de infraestrutura viária, que vão desde a pavimentação de vias urbanas até a construção de grandes rodovias, está em andamento no Maranhão. As obras estão sendo executadas pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra), e o investimento soma mais de R$ 1,3 bilhão. Em entrevista a O Estado, o titular da pasta, José Raimundo Frazão Ribeiro, fez um balanço de todo esse trabalho e anunciou para o fim de agosto a conclusão da segunda etapa da Via Expressa, uma das principais obras em execução na Região Metropolitana de São Luís, com investimentos de R$ 500 milhões, e que melhorará a mobilidade urbana na capital. No interior do estado, o objetivo é interligar todos os municípios por meio do asfalto. Hoje, muitas cidades maranhenses são consideradas isoladas por causa da precariedade da sua malha viária.

O Estado - A Via Expressa é uma das principais obras viárias em execução em São Luís. Em que estágio estão as obras da segunda etapa da avenida?
José Raimundo - A segunda etapa da Via Expressa, que corresponde ao trecho que vai do Cohafuma ao Ipase, está em fase de imprimação para depois ser feito o asfaltamento. Com isso, até o final de agosto estaremos concluindo os trabalhos. Além da via, quando concluirmos a obra, iremos entregar também um museu, que foi construído ao lado da Igreja de São João Batista de Vinhais, onde ficarão em exposição os achados arqueológicos durante a execução da obra. A igreja e a associação de moradores também foram recuperadas e um livro com a catalogação das peças também será entregue com a obra.

O Estado - A Via Expressa faz parte de um pacote de obras para melhorar a mobilidade urbana de São Luís, que inclui a Avenida Metropolitana. Quando começam as obras dessa segunda avenida?
José Raimundo - As obras da Metropolitana começam em agosto. Ela sairá do aeroporto, margeando o muro da Universidade Estadual do Maranhão [Uema], atravessando a MA-201 [Estrada de Ribamar] pela Maiobinha, chegando à MA-202 [Estrada da Maioba], passando pela Beira-Rio e se interligando à duplicação da MA-203 [Estrada do Araçagi]. Vamos iniciar as obras no trecho que segue do Alphaville à Beira-Rio e depois a etapa restante.

O Estado - Além da Via Expressa e da Metropolitana, a Sinfra está executando duplicação da Estrada do Araçagi. Que etapas dessa obra já foram concluídas?
José Raimundo - Conseguimos concluir toda a parte de drenagem do trecho em execução e em 15 dias começa a imprimação de um trecho grande, onde já foram concluídas as desapropriações. O trecho que vai ser asfaltado está liberado há três meses, mas as chuvas não permitiram a pavimentação. O restante da obra tem problemas pontuais de desapropriação que serão resolvidos até o fim de agosto. Temos ainda o elevado que interligará as MAs 204 e 203, que ficará concluído em dois meses. O restante não será asfaltado agora porque ainda falta a terraplanagem. Nosso prazo para conclusão da obra é novembro deste ano.

O Estado - Quais os benefícios que estas obras trarão para a população?
José Raimundo - Todas essas obras estão sendo executadas para melhorar a mobilidade urbana, criando um sistema viário que garanta um tráfego mais eficiente. A duplicação da Estrada do Araçagi, por exemplo, faz parte do Anel Metropolitano, que inclui a Metropolitana e a Via Expressa. Também já temos recursos do Ministério das Cidades para melhorar o restante da Avenida dos Holandeses, construindo viadutos em todas as rotatórias.

O Estado - A MA-201 (Estrada de Ribamar) é alvo constante de reclamações por quem trafega pela via. Ela também receberá melhorias?
José Raimundo - Sim. Estamos investindo em projetos de restauração da MA-201, no trecho da Forquilha ao Maiobão. As pistas de rolamento serão melhoradas. Também serão feitas calçadas e ciclovia e uma nova obra de drenagem, pois à época da construção da rodovia o sistema de drenagem foi pensado para uma obra rodoviária, mas com o tempo as margens da via foram ocupadas e essa drenagem perdeu sua eficácia e em alguns pontos sequer funciona. Toda essa obra está orçada em R$ 25 milhões dos quais R$ 17 milhões são apenas para a drenagem.

O Estado - Outra via que é alvo constante de reclamações é a MA-202 (Estrada da Maioba). Que projetos estão planejados para essa rodovia estadual?
José Raimundo - Em 2013, executamos várias obras de pavimentação de vias importantes. Outras estamos executando agora, como a Estrada do Miritiua, que sai da MA-202, no Miritiua, ligando-a à General Arthur Carvalho, no Turu, que hoje tem um volume de tráfego muito intenso. Por isso, estamos recuperando toda essa via. Outra é a Estrada da Mata, uma via importante por causa do volume de empreendimentos do Programa Minha Casa Minha Vida. Estamos recuperando desde a Estrada de Ribamar até o Cemitério da Mata, próximo à Avenida Tancredo Neves.

O Estado - Quanto o Estado está investindo nesse programa de recuperação, construção e pavimentação de vias?
José Raimundo - O Programa Viva Maranhão inclui uma série de obras de pavimentação urbana não apenas em São Luís, mas em todo o estado. São recursos do empréstimo feito pelo estado ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social
[BNDES]. Somente as obras viárias somam mais de R$ 1,3 bilhão em todo o estado. Na Região Metropolitana, são R$ 500 milhões, não só de obras viárias.

O Estado - E que obras estão em execução no interior do estado?
José Raimundo - No interior, estamos executando um programa de interligação de todos os municípios a uma via pavimentada ou a outro município que tenha acesso pavimentado. Hoje, temos alguns trechos já inaugurados, como São João do Sóter, que era uma cidade isolada e foi interligada a Caxias. São Raimundo do Doca Bezerra e São Roberto já estão ligadas a Esperantinóplis. Outras obras estão em andamento, como a ligação de São Domingos a Governador Luiz Rocha, que até o fim do ano será concluída.

O Estado - Há uma previsão de quando todas essas obras estarão concluídas?
José Raimundo - As maiores obras serão concluídas em dois anos por serem rodovias extensas e cuja execução demanda mais tempo. Mas as mais curtas estarão concluídas até o final do ano, como Coelho Neto a Afonso Cunha, Matões a Caxias, Fortaleza dos Nogueiras a São Pedro dos Crentes e Barra do Corda a Fernando Falcão. Visitamos todas essas obras há pouco tempo e vimos que elas estão em ritmo acelerado, sobretudo agora, que passou o período chuvoso, que não nos permitiu avançar mais nas obras. No caso das que têm previsão de dois anos, estamos trabalhando para deixar pavimentado pelo menos do quilômetro zero ao primeiro povoado até dezembro deste ano.

O Estado - Além da mobilidade urbana e interligação de municípios, a Sinfra executa obras para melhorar o escoamento da produção. Quais as principais em andamento?
José Raimundo - Um deles é o Anel da Soja. Dois trechos já foram licitados e iniciados. Um de Balsas até um trecho de 50 quilômetros depois de um povoado chamado Ouro, que inclui as MAs 140 e 007. Desse trecho, vamos até Batavo, outro povoado na região. Com isso, teremos um eixo de rodovias de apoio à produção. Algo muito desejado pela classe produtora de Balsas e da região.

O Estado - Além do Anel da Soja, a Estrada do Arroz está com as obras adiantadas?
José Raimundo - A Estrada do Arroz, um trecho que vai de Imperatriz a Cidelândia, será outra via importante. A produção de arroz não é mais o forte daquela área, que agora tem os negócios voltados para a celulose, por causa da Suzano. Só nesse trecho há mais de 10 povoados grandes. Também estamos trabalhando na estrada que vai de Sangue a Santo Amaro e de Santo Amaro a Primeira Cruz. O primeiro trecho já está em andamento.

O Estado - Há outras obras em execução para melhorar o escoamento da produção?
José Raimundo - Além do Anel da Soja, estamos licitando obras secundárias para ligar o estado ao Tocantins, do povoado Ouro a um chamado Porto Cordeiro, e outra desse povoado a Riachão. São dois trechos importantes porque vão ajudar a fluir a produção, seja no sentido Tocantins ou do Tocantins ao Porto do Itaqui ou por meio de Riachão. Sempre se objetiva ligar cidades, mas temos também que pensar no escoamento da produção, que gera emprego, renda e recursos para o estado.

O Estado - Mas muitas estradas também estão sendo restauradas em várias regiões do estado. Como está o andamento destas obras?
José Raimundo - Estamos fazendo restaurações de estradas que não tiveram manutenção ou são muito antigas [tem mais de 10 anos]. Uma delas é a de João Lisboa a Amarante. São 100 quilômetros, que estarão concluídos até outubro. A obra já está com 80% prontos. Outro trecho é o de Buriticupu a Arame. Já estamos nos 16 quilômetros finais, que serão concluídos até o fim do ano. Lá, tivemos alguns problemas por causa das aldeias indígenas, mas já resolvemos.

O Estado - Outra ação do programa é a pavimentação de vias urbanas. Que municípios já foram beneficiados?
José Raimundo - As pavimentações das vias urbanas variam de trechos de três a 10 quilômetros. Nos municípios menores, são três quilômetros. Nos maiores, 10, como Imperatriz. Em alguns municípios, três quilômetros é praticamente pavimentar toda a cidade. Essas obras são feitas por execução direta da Sinfra. Já concluímos Timbiras e até o fim do mês de agosto ficam prontos as de Presidente Dutra, Tuntum, Governador Luiz Rocha, Eugênio Barros, Senador Alexandre Costa. A região de Colinas também está adiantada.

O Estado - Quantos quilômetros de vias estão sendo asfaltadas no estado?
José Raimundo - Hoje, entre restauração, pavimentação e construção de novas vias, temos 1.100 quilômetros de rodovias contratadas e mais 822 quilômetros de vias urbanas. Além disso, em 2013, conseguimos fazer serviços de manutenção em 2.300 quilômetros de rodovias. Por falta de conservação ou por serem muito antigas (mais de 10 anos), as estradas estão muito ruins e nós estamos recuperando e fazendo a conservação. Temos 4 mil quilômetros de estradas pavimentadas e outros 5 mil sem pavimentação. Desse total, estamos fazendo 1.100 quilômetros e outros dois mil estão com ordem de serviço.

O Estado - Mas não são apenas obras viárias que estão em execução. Em São Luís, por exemplo, há o Espigão Costeiro. Quando esta obra será entregue?
José Raimundo - A previsão de inauguração do Espigão é outubro. Fizemos toda a pavimentação da área. No final do espigão está em construção um mirante e o Memorial Bandeira Tribuzi está sendo reformado para receber uma praça de alimentação, uma área de exposição e a administração do local. Também fizemos o calçamento do entorno, que vai do Forte de Santo Antônio até o Hotel Praia Mar. As vias de trânsito também vão ser restabelecidas. Haverá ainda ciclovia e o forte que será reformado integrará essa área.

O Estado - Ainda na Região Metropolitana, a Sinfra está fazendo a manutenção dos logradouros públicos. Todas estas obras já foram concluídas?
José Raimundo - Todos os Vivas estão em reforma de piso, banheiro, iluminação. Os espaços do Anjo da Guarda, Vinhais, Renascença e Angelim estão entre os já concluídos. Raposa e Maiobão estão em andamento. O da Raposa tinha um problema grave e precisou ser reconstruído. Quando a maré estava cheia, invadia o piso, que foi todo destruído, então foi construída uma contenção. O Viva também tem uma área de apoio ao turista que foi reformada.

O Estado - No Maracanã, além do Viva, o entorno também foi reformado. Quando esta obra fica pronta?
José Raimundo - No Maracanã, recuperamos o Viva e vamos entregar agora. Nesse Viva tem um lugar de restaurante que não é usado e uma sala que pode ser um auditório ou um lugar para oficinas. O espaço é administrado pela Associação do Boi de Maracanã, mas ela precisa de apoio. Por isso, pedimos à Secretaria de Estado da Cultura que assuma o espaço. Na Maioba, arrumamos o Viva, igreja, associação e a praça onde ocorrem as atividades do grupo de bumba meu boi.

Obras já entregues


Em março de 2014, a Sinfra entregou à população a pavimentação da rodovia MA-127, no trecho que vai de Caxias até São João do Sóter, totalizando 55,30 quilômetros de extensão. O município de São João do Sóter é um dos que saíram do isolamento. Já em 2013, o Governo do Estado entregou a MA-012, ligando os municípios de Esperantinópolis a São Roberto e São Raimundo do Doca Bezerra, totalizando 41 quilômetros. Já na região do Baixo Parnaíba, o município de Santana do Maranhão recebeu pavimentação de 25 quilômetros da MA-327.
Na região de Barra do Corda, o município de Jenipapo dos Vieiras passou a ter acesso por via pavimentada. São 20 quilômetros de asfalto da MA-328 entre o município e a BR-226.

Números


8.240 quilômetros é o total aproximado de rodovias implantadas
4.710 quilômetros já foram pavimentados
3.530 quilômetros não pavimentados ou estão em pavimentação
18 obras rodoviárias estão em execução no Maranhão
3 milhões de pessoas serão beneficiadas direta e indiretamente
720 mil agricultores serão beneficiados com as obras de pavimentação, o que representa cerca de 30% da população rural do estado

37º Festival Guarnicê de Cinema começa amanhã, às18h30, no Cine Praia Grande

Cinema em evidência


37º Festival Guarnicê de Cinema começa amanhã, às18h30, no Cine Praia Grande; evento vai até sábado e homenageia o cinema nacional.
Ítalo Stauffenberg

Da equipe de O Estado
 
Celebrando 37 edições e exaltando a produção cinematográfica do Brasil, acontece de amanhã a sábado o Festival Guarnicê de Cinema. O evento terá programação no Cine Praia Grande e no Teatro da Cidade de São Luís (Rua do Egito). A abertura será no Cine Praia Grande, às 18h30, com a exibição do filme Tatuagem, do pernambucano Hilton Lacerda. O evento terá oficinas ministradas por profissionais da Fundação Joaquim Nabuco (PE) e Escola Pública de Audiovisual Vila das Artes (CE).
O Guarnicê é realizado pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), por meio do Departamento de Assuntos Culturais (DAC) da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) e Fundação Sousândrade (FSADU), patrocinado pelo Banco do Nordeste, Petrobras e Vale.
Este ano, o evento recebeu inscrições de 235 filmes para as mostras competitivas. Desse total, 36 foram selecionados, sendo quatro para a disputa de melhor longa metragem e 32 na disputa de melhor curta-metragem. O júri de pré-seleção foi formado pelo jornalista Luca Palmieri, graduado em História e Crítica do Cinema pela Universidade de Genova (Itália), a cineasta Ione Coelho, licenciada em Educação Artística pela UFMA e produtora de filmes e o diretor executivo da distribuidora Petrini Filmes, Raffaele Petrini, graduado em História e Crítica de Cinema na Universidade de Cagliari, na Itália.

Mostras - O evento traz o tema Memória e Cinema Brasileiro, como forma de valorizar o cinema nacional, mas a programação não será restrita apenas aos filmes nacionais. O evento terá a Mostra Francesa, parceria com a Cinemateca da Embaixada da França no Brasil e Aliança Francesa de São Luís; Mostra Guarnicê, composta por filmes do acervo do festival; o Guarnicezinho, para o público infantil; Guarnicê Jovem, com temática voltada para os adolescentes; Cenário Brasil, com filmes que não foram selecionados para o festival, mas que merecem destaque; Cinefoot, com filmes sobre futebol e mostra de exibição de longas.
“Temos que atender as mais diversas audiências de cinema. Por isso, cada mostra é pensada para oportunizar o máximo de acesso a esta linguagem audiovisual”, diz Saulo Simões, coordenador técnico do Festival Guarnicê de Cinema. Visando uma melhor interação entre diretor e espectador, antes do início dos filmes cada diretor falará sobre sua produção audiovisual. O ator Rômulo Estrela participará desses debates.

Prêmios - Será premiado com R$ 20 mil o vencedor da categoria Longas, R$ 10 mil para o vencedor de melhor curta e o melhor curta-metragem maranhense terá o prêmio de R$ 5 mil. “O festival é um dos mais antigos do Brasil realizado por universidades públicas, homenageia esses diretores com esses valores simbólicos por suas produções que reforçam o cinema brasileiro”, avalia Gersino dos Santos, diretor do DAC e coordenador geral do festival.

PROGRAMAÇÃO


Cine Praia Grande
Amanhã
19h – Solenidade de Abertura – Longa convidado: Tatuagem, de Hilton Lacerda

Terça-feira (22)
10h - Mostra Francesa

14h20 - Mostra Longas Convidados: Junho, de João Weiner

15h30 – Competitiva de Curtas
A mão e fogo: louça
e subjetividade entre artesãs de
Itamatatiua (MA)
Brasil (PR), Manchik (RR), Broders (MA), Fuga animada (SP),
Cassiano (BA)
Festa no Aptº de Suzana 10 de julho de 2011 (PR), Brincando na floresta (MA)

19h – Competitiva de Longas
Triunfo (SP)

Quarta-feira (23)
10h - Mostra Cenário Brasil: A vida não basta, de Caio Tozzi e Pedro Ferrarini

14h20 – Mostra Cenário Brasil – Darcy, um brasileiro, de Maria Maia15h30 – Competitiva de Curtas
Ilhas humanas (MA), Espantalhos (SP), A despedida (SP)
Passagem (MA), O despertar do Sísifo (MA), PM – Policial Mágico (RJ)
Natal de Tonho (SP), Até que a última luz se apague (AM)

19h – Competitiva de Longas
O Exercício do Caos (MA)

Quinta-feira (24)
10h - Mostra Memória Guarnicê

14h20 - Mostra Longas Convidados – Cidade Cinza, de Marcelo Mesquita e Guilherme Valiengo

15h30 - Competitiva de Curtas
Mahjong (RJ), Tormenta (MG), Vontade (MA)
Dia estranho (SP), Upaon-Açu, Saint Louis, São Luís... (MA)
Acorda (MA), Hotel Farrapos (RS), Ruas (MA)

19h – Competitiva de Longas
Mataram meu irmão (SP)
Sexta-feira (25)
10h - Mostra Cinefoot

14h20 - Mostra Longas Convidados – Cidade de Deus – 10 anos depois, de Cavi Borges e Luciano Vidigal

15h30 – Competitiva de Curtas
Dream Catchers (SP), Preto ou Branco (SP)
O dono da Capoeira (MA), Cine
Centimetro (RJ)
O menino que sabia voar (SP),Escolhas (SP)
A carruagem de Donana (MA), Xiri Meu Eu não dou” - Patativa (MA)
19h – Competitiva
de Longas
Escolha seu
Caminho (MA)

Sábado (26)
19h – Solenidade de encerramento

Teatro Cidade de São Luís Projeto Cinema em Todo Lugar
Terça (22) a Sexta (25)

9h - Mostra Guarnicêzinho

15h - Mostra Jovem