quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Parte ampliada do aeroporto de São Luís começa a operar

Aeroporto de São Luís opera com nova área de desembarque

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As obras de ampliação do terminal aeroportuário da capital ocorrem cinco meses após um curto-circuito e um princípio de incêndio que prejudicaram pousos e decolagens durante três dias


A nova área de desembarque do Aeroporto Marechal Hugo da Cunha Machado, na cidade de São Luís
A nova área de desembarque do Aeroporto Marechal Hugo da Cunha Machado, na cidade de São Luís (Foto: Flora Dolores / O ESTADO)
Após ampliação, Aeroporto Marechal Hugo da Cunha Machado, em São Luís, opera com nova área de desembarque. E já em dezembro, a nova área de embarque também começa a operar. As obras de ampliação do terminal aeroportuário da capital ocorrem cinco meses após um curto-circuito e um princípio de incêndio que prejudicaram pousos e decolagens durante três dias no Aeroporto de São Luís.
A reforma do Aeroporto de São Luís foi iniciada ainda em agosto de 2015. Em junho de 2016, um princípio de incêndio e um curto-circuito interromperam as operações por três dias. Investigações comprovaram que o aeroporto vinha operando com as certificações de segurança emitidas pelo Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA) vencidas desde 2011 e que a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) não havia enviado ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea/MA) documentos que comprovassem a regularidade da infraestrutura do aeroporto.
Por causa disto, a Infraero foi notificada três vezes e a Justiça Federal determinou que as obras fossem entregues em até 120 dias. À época, representantes da direção nacional da Infraero visitaram o Aeroporto de São Luís e informaram que o novo terminal estaria disponível até setembro deste ano, fato este que não ocorreu.
Embarque
O novo terminal de desembarque foi entregue em novembro deste ano, estando em operação desde o dia 8 deste mês. Agora, o Aeroporto Marechal Hugo da Cunha Machado se prepara para colocar em operação o novo setor de embarquem, o que deve ocorrer ainda em dezembro. Além destes dois setores, estão em fase de finalização das obras os módulos de check in e check out, que devem começar a operar no início de 2017, dependendo apenas dos ajustes que precisam ser feitos junto às empresas aéreas que operam na capital.
Entre as melhorias das novas estruturas, estão novos sanitários e duas novas esteiras de restituição de bagagem. Com os módulos, a área do terminal passará dos atuais 6,2 mil metros quadrados para 11,1 mil metros quadrados, ampliando a capacidade de passageiros de 4,4 milhões de embarques e desembarques/ano para 5,9 milhões/ano.
Atualmente, o Aeroporto de São Luís opera cerca de 20 pousos e decolagens, mas esse número deve aumentar até o ano que vem, pois além da ampliação do terminal de passageiros duas companhias aéreas já confirmaram à Infraero que irão operar novos voos na capital.
Números
- R$ 16,2 milhões foi o valor investido na ampliação do terminal de passageiros da capital
- 15.548 pousos e decolagens foram registrados em 2016 no Aeroporto de São Luís
Mais
O movimento de voos no Aeroporto Hugo da Cunha Machado, em São Luís, caiu 19,2%. O levantamento feito por O Estado e com base em dados da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) utilizou como referência os pousos e as decolagens nacionais e internacionais até outubro deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.

sábado, 19 de novembro de 2016

Implantação da Segunda Esquadra da Marinha no Maranhão volta a ser discutida

Governador e comandante da Marinha dialogam sobre implantação da Segunda Esquadra no Maranhão 

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Carnaval do Maranhão 2017 deverá ter Fafá de Belém, Chico César e Zeca Baleiro

Zeca Baleiro está cotado para participar do carnaval de 2017

O cantor e compositor maranhense deve se juntar a Fafá de Belém e Chico César.

Por: Da Redação
Divulgação
Foto: No CD, o cantor Zeca Baleiro resgatou músicas esquecidas, como 'Um pequeno xote' e 'Desejo de mouro'
O cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro está cotado para participar do carnaval de São Luís em 2017. Em fevereiro, Baleiro deve se juntar com a cantora Fafá de Belém e pelo paraibano Chico César. A produção acerta os últimos detalhes da empreitada.
O trio pretende inflamar o carnaval da ilha em uma jardineira momesca que deverá passar pelo centro histórico da cidade. A atração vai conter a evasão de foliões que tem sido registradas nos recentes carnavais de São Luís, principalmente para a baixada maranhense.
Em janeiro estreia em São Paulo o musical Roque Santeiro, obra de Dias Gomes (1922-99) com canções criadas por Zeca Baleiro, dirigida por Debora Dubois. A dupla trabalhou junto em "A paixão segundo Nelson", peça musicada pelo artista maranhense baseada na obra do pernambucano.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Conferência Mundial da Paz será realizada em SL

Conferência Mundial da Paz será realizada, pela primeira vez, em SL

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Evento será realizado no próximo dia 20 e reunirá combatentes ativistas pela paz, movimentos sociais, pesquisadores, jornalistas e outros

Conferência Mundial da Paz realizada no ano passado
Conferência Mundial da Paz realizada no ano passado (Foto: Reprodução)
O Conselho Mundial da Paz (CMP) vai se reunir em São Luís entre os dias 17 e 20 de novembro de 2016. Pela primeira vez, a organização internacional, de 66 anos de história, realiza a sua grande Assembleia no Brasil e, a seguir, a Conferência Mundial da Paz, que contará com a presença de combatentes ativistas pela paz, movimentos sociais, pesquisadores, jornalistas, representantes diplomáticos e amigos do CMP.
O objetivo do evento é fortalecer a solidariedade entre os povos na luta pela paz. A abertura da Conferência Mundial da Paz está marcada para as 8h, no dia 20, no Teatro Arthur Azevedo. Para participar basta se inscrever no site do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Ceprapaz)

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Comissão aprova projeto que legaliza bingo, cassino e jogo do bicho


Comissão aprova projeto que legaliza bingo, cassino e jogo do bicho

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Wagner Francesco ⚖, Estudante de Direito
Publicado por Wagner Francesco ⚖
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Comisso aprova projeto que legaliza bingo cassino e jogo do bicho
A Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional aprovou, nesta quarta-feira (9), o projeto que amplia o leque dos jogos de azar legalizados no país (PLS 186/2014). A matéria, que segue agora para o Plenário, faz parte da Agenda Brasil – pauta apresentada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, com o objetivo de incentivar a retomada do crescimento econômico do país.
Do senador Ciro Nogueira (PP-PI), o projeto define os tipos de jogos a serem explorados, os critérios para autorização, as exigências para os sócios e as regras para distribuição de prêmios e arrecadação de tributos. Cassinos, bingo, jogo do bicho e apostas eletrônicas poderão ser legalizados. O substitutivo, a cargo do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), também trata das loterias federal e estaduais e do sweepstake — um tipo de loteria relacionada com corrida de cavalos.
De acordo com o relator, o Brasil é um dos poucos países entre as maiores economias do mundo que ainda não conta com mecanismos legais de regulação dos jogos de azar. Como efeito negativo dessa visão arcaica, argumenta Bezerra Coelho, o Brasil sofre com a perda de atratividade para grandes investidores estrangeiros do setor de turismo. Com base nas informações da World Lottery Association, o relator informou que somente no mercado de loterias os jogos movimentaram US$ 400 bilhões em todo o mundo no ano de 2014, dos quais o Brasil teve participação de apenas 1% com as loterias administradas pela Caixa.
Para Bezerra Coelho, a legalização dos jogos no Brasil pode ser um importante vetor na geração de tributos, emprego e renda. Uma projeção conservadora, segundo o relator, estima a arrecadação de R$ 29 bilhões em tributos para o governo, nos próximos três anos. Ao apresentar seu substitutivo, o relator ressaltou que buscou atender às sugestões de colegas senadores e de representantes de vários órgãos do governo.
- Creio que conseguimos atender às sugestões que procuravam equilibrar a legalização e o cuidado com os crimes de lavagem – afirmou o senador.
Pelo texto, a delegação para exploração dos jogos de azar compete exclusivamente à União. Caberá à Caixa Econômica Federal, na qualidade de agente operador, a administração das contas das empresas, bem como o apoio a ações de fiscalização dos jogos. O processo para a concessão da exploração de jogos de azar será sempre precedido de licitação. A concessão terá a duração de até 25 anos, dependendo da modalidade, podendo ser renovada por igual período uma única vez.
Fonte: Senado

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Entenda porque o Estado Islâmico executa alguns gays e outros não

Os fatos internacionais que desafiam a lógica e o bom-senso explicados de maneira clara e atraente

sobre

Eduardo (Duda) Teixeira é jornalista e editor de internacional da revista Veja. É autor dos livros O Calcanhar do Aquiles (Arquipélago), sobre a Grécia Antiga, e Guia Secreto de Buenos Aires (Record). Em 2011, publicou com Leandro Narloch o Guia Politicamente Incorreto da América Latina (Leya)

Por que os terroristas do Estado Islâmico (Isis) executam gays, mas mantêm homossexuais em suas fileiras?

Muitos muçulmanos condenam os gays passivos, mas toleram os que são ativos em um relacionamento. Isso acontece no Talibã, entre os iranianos e os príncipes sauditas

Por: Duda Teixeira

Na Síria, terroristas do Estado Islâmico jogam de um prédio jovem de 15 anos, acusado de ter tido relações comum comandante do grupo
Na Síria, terroristas do Estado Islâmico jogam de um prédio jovem de 15 anos, acusado de 
ter tido relações comum comandante do grupo

Ainda que governos do Oriente Médio persigam homossexuais, muitos islâmicos têm para com eles uma postura paradoxal: condenam os que são passivos na relação e aceitam os que são ativos. Assim pensam muitos terroristas do Estado Islâmico (Isis ou EI) no Iraque e na Síria, membros do Talibã no Afeganistão e príncipes na Arábia Saudita.
No início deste ano, um jovem de 15 anos foi lançado de um prédio por terroristas do Estado Islâmico em Deir ez-Zor, na Síria. Ele fora encontrado na casa do comandante do Estado Islâmico, Abu Zaid al-Jazrawi. Enquanto o menino foi executado por ser gay em frente a uma multidão (na foto acima), Jazrawi foi chicoteado e mandado para lutar no Iraque. Mais velho que o parceiro, ele não foi excluído do grupo.
Um caso parecido aconteceu em 2010, quando um príncipe saudita, Saud Abdul Aziz bin Nasir al-Saud, foi condenado à prisão perpétua em Londres por matar seu escravo, depois de lhe dar umas mordidas na bochecha. Apesar de dormirem juntos e de se comportarem como um casal, o príncipe passou boa parte do julgamento insistindo que era hetero. “Matei, sim, mas que meu país fique tranquilo: não sou gay”, disse al-Saud na época.
Na Turquia, a homossexualidade pode ser motivo para escapar do alistamento militar. Os médicos então pedem para ver fotos e vídeos dos recrutas fazendo sexo com um homem. Segundo a revista alemã Spiegel, se o candidato estiver na posição de passivo, a homossexualidade é comprovada. Mas se aparecer como ativo, então vai para as forças armadas do mesmo jeito.
E entre os muçulmanos xiitas? Pelas regras do Irã, um homem que tenha tido um papel passivo em um relacionamento homossexual deve ser enforcado. Se tiver sido o ativo, contudo, recebe uma pena é mais branda: é chicoteado 100 vezes.
Dá para explicar isso? No mundo islâmico, é muito difícil um jovem ter um encontro amoroso com uma mulher. Por esse motivo, sempre houve alguma tolerância em relação ao sexo entre os homens. Em alguns textos religiosos, fala-se até que, além das 72 virgens, os homens poderiam encontrar garotos “brancos como pérolas” no paraíso. Permeia também a noção de que o gay ativo ainda poderia se reproduzir com uma mulher e, portanto, deveria ser poupado.
Fora esses casos, o castigo é severo. Os tribunais baseados na sharia, a lei islâmica, normalmente se baseiam no trecho do Corão em que os habitantes de Sodoma (“o povo de Lot”) são mortos por se aproximarem dos homens, e não das mulheres (26:165-166).
(Observação: o parágrafo sobre o alistamento militar na Turquia foi inserido no dia 28 de janeiro de 2016)

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OUTRAS DÚVIDAS UNIVERSAIS
Por que Moisés demorou 40 anos para atravessar o Sinai, que só tem 200 km de largura?
Se o paraíso islâmico tem 72 virgens, que interesse teria nele uma mulher-bomba?
Na política de filho único na China, que fim levavam os gêmeos?
Por que os japoneses pescam baleias, se não comem a sua carne? 
Se Cristo nasceu em Belém, por que era conhecido como “Jesus de Nazaré”?
Dá para morrer de poluição na China?

sábado, 29 de outubro de 2016

Todas as unidades do Hiper Bompreço serão convertidas em Walmart

Walmart investe R$ 1 bilhão para reformular lojas no Brasil

Ao longo dos próximos anos, a companhia irá converter todas as unidades das marcas BIG e Hiper Bompreço para Walmart

São Paulo – O Walmart anunciou que irá investir R$ 1 bilhão nos próximos três anos para reformular suas lojas no Brasil. Ao longo dos próximos anos, a companhia irá converter todas as unidades das marcas BIG e Hiper Bompreço para Walmart.
As três primeiras lojas a serem alteradas são a unidade Walmart Tamboré, na Grande São Paulo, e os mercados da marca BIG em Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, e Santa Felicidade, no Paraná, que serão convertidos para a marca Walmart.
Em 2004, a companhia comprou a rede Bompreço, varejista nordestino que pertencia ao grupo holandês Royal Ahold por US$ 300 milhões. A rede Sonae, que era dona da marca BIG, foi adquirida em 2005 por R$ 1,7 bilhão.
Segundo o presidente, as mudanças nas marcas serão acompanhadas de melhorias no sortimento e disposição das lojas. “Temos muito respeito pelas marcas que adquirimos. Não poderíamos simplesmente mudar o nome na fachada sem oferecer melhorias importantes e mais inovação para nosso cliente”, explicou.
O projeto de revitalização da sua operação no Brasil começou há um ano com pesquisas com consumidores, para entender o que eles esperavam de um hipermercado, afirmou a empresa.
“Fizemos uma verdadeira transformação do nosso hipermercado, alterando desde a planta da loja, tipo de sortimento, serviços oferecidos a equipamentos do salão de vendas e das áreas internas”, afirmou o presidente. Um dos objetivos é simplificar a operação da empresa no Brasil e torná-la mais ágil e com processos padronizados.
“Operamos hoje cinco formatos de lojas entre hipermercados, supermercados, lojas de vizinhança, de atacado e clubes de compras. No caso dos hipermercados, temos três bandeiras diferentes no país. Precisamos simplificar nossa operação e resolvemos focar nos hipermercados pela representatividade no nosso negócio”, disse Cotini.
Antes de fazer a conversão das bandeiras, no entanto, a empresa precisou fazer a integração dos sistemas de todas as unidades, concluída em julho deste ano. “Sem os sistemas integrados, não teríamos os ganhos de produtividade esperados”, afirmou o presidente.
Cotini assumiu o cargo como presidente da operação brasileira em janeiro deste ano. Ele estava na empresa desde 2014, como vice-presidente.
No mesmo mês, a empresa anunciou o fechamento de 60 lojas no país que estavam com resultados abaixo do esperado. No mundo todo, o número de unidades fechadas foi de 269.
Lojas transformadas
Além das conversões de bandeiras, a disposição e os sortimentos das unidades também passarão por mudanças. De acordo com o Walmart, as novas lojas serão mais confortáveis, claras e com corredores mais amplos.
“Teremos uma qualidade maior nas frutas e verduras, um sortimento mais inovador nos itens de tecnologia e preços baixos sempre”, cita a companhia. O projeto também inclui melhorias nos estacionamentos e na galeria de serviços.
Presente no país desde 1995, o Walmart Brasil opera hoje com 485 unidades e cerca de 70 mil funcionários. São 9 bandeiras entre hipermercados (Walmart, Hiper Bompreço e BIG), supermercados (Bompreço, Nacional e Mercadorama), atacado (Maxxi), clube de compras (Sam’s) e lojas de vizinhança (TodoDia).
Em 2015, o faturamento da empresa no Brasil foi de R$ 29,3 bilhões.
As lojas do Walmart no Brasil passaram por uma reestruturação, para ficarem mais claras e organizadas
As lojas do Walmart no Brasil passaram por uma reestruturação, para ficarem mais claras e organizadas
Novas lojas do Walmart no Brasil
As lojas do Walmart no Brasil passaram por uma reestruturação, para ficarem mais claras e organizadas

Ligações entre 21 municípios maranhenses deixarão de ser cobradas como interurbanas

Ligações interurbanas em 21 municípios maranhenses serão cobradas como tarifa local a partir da próxima terça-feira

GIRO ECONÔMICO
A partir do próximo domingo (30), as chamadas de telefones fixos entre 587 municípios vizinhos deixarão de ser cobradas como interurbanas e terão a mesma tarifa das chamadas locais. A estimativa da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) é que a mudança resulte em redução de 60% no custo da ligação. A queda de preços beneficiará consumidores de 281 municípios da Região Sul; 199 do Nordeste; 69 do Sudeste; e 38 do Norte. 
As alterações do regulamento sobre áreas locais para a telefonia fixa foram publicadas em maio e a agência havia dado prazo de 180 dias para entrada em vigor da medida, que vence neste domingo. Saiba quais municípios maranhenses deixarão de pagar interurbanos: 
Área local de São Luís: Alcântara, Axixá, Bacabeira, Cachoeira Grande, Icatu, Morros, Paço do Lumiar, Presidente Juscelino, Raposa, Rosário, Santa Rita, São José de Ribamar, São Luís.  Área local de Imperatriz: Buritirana, Davinópolis, Governador Edison Lobão, Imperatriz, João Lisboa, Montes Altos, Ribamar Fiquene E Senador La Rocque.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Acabou o infernal abuso do som automotivo e suas músicas de mau gosto?


A resolução 624/2016 acabou com o som automotivo?


A resoluo 6242016 acabou com o som automotivo
Passou a vigorar a nova resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito), regulamenta a fiscalização de sons produzidos por equipamentos utilizados em veículos ao que se refere o art. 228 do Código de Trânsito Brasileiro.
De início tem causado alvoroço principalmente aos que vivem de carros de som fazendo anúncios, e claro, àqueles que tem o som automotivo como um hobby, um lazer. Essas duas classes estão muito preocupadas com a nova resolução, e com muita razão. Agora é tolerância zero com o som automotivo.
O fato é que há muita desinformação por parte da população que não será informada a tempo, pois a resolução passa a vigorar a partir de 1º de novembro e como ninguém pode se escusar de conhecer a Lei, é preciso informar.
O objetivo desse artigo é informar sobre como deve ser a fiscalização do som automotivo. Caso você esteja em busca de saber como serão autuados os veículos de som, sejam eles os utilizados para o trabalho bem como para o lazer, esse texto vai servir como comentário à resolução 624/2016.
Através de perguntas e respostas, serão trazidos os aspectos mais importantes dessa nova resolução para clarear o pensamento dos cidadãos.
1- VEJAMOS O TEXTO DA RESOLUÇÃO.
Art. 1º Fica proibida a utilização, em veículos de qualquer espécie, de equipamento que produza som audível pelo lado externo, independentemente do volume ou freqüência, que perturbe o sossego público, nas vias terrestres abertas à circulação.
Parágrafo único. O agente de trânsito deverá registrar, no campo de observações do auto de infração, a forma de constatação do fato gerador da infração.
Art. 2º Excetuam-se do disposto no artigo 1º desta Resolução os ruídos produzidos por:
I- buzinas, alarmes, sinalizadores de marcha-à-ré, sirenes, pelo motor e demais componentes obrigatórios do próprio veículo,
II- veículos prestadores de serviço com emissão sonora de publicidade, divulgação, entretenimento e comunicação, desde que estejam portando autorização emitida pelo órgão ou entidade local competente, e
III- veículos de competição e os de entretenimento público, somente nos locais de competição ou de apresentação devidamente estabelecidos e permitidos pelas autoridades competentes.
Transcrevo aqui o texto porque é pequeno e também para que o leiamos, saem muitos comentários sobre essa resolução, sem que sequer houvesse uma simples leitura do dispositivo.
Na verdade é simples, mas suas implicações são gigantescas e porque não dizer apocalípticas para os amantes do som alto.
2- NÃO É MAIS NECESSÁRIO USO DO DECIBELÍMETRO?
Essa resolução 624/2016 revogou a resolução 204/2006 que delimitava os decibéis que eram permitidos, no caso 80, logo se o agente de trânsito fosse autuar, devia estar munido com o decibelímetro para aferir a intensidade do ruído.
Agora tornou-se desnecessário o uso do decibelímetro haja vista que essa nova resolução não fala mais em níveis de ruídos. O critério do artigo primeiro é “...produza som audível pelo lado externo...”. É tolerância zero.
Veja que agora o critério é basicamente o ouvido do agente de trânsito. Entende-se que o simples uso do som de fábrica do veículo sem nenhuma alteração de potência ou autofalantes, mas, que puder ser ouvido do lado de fora, será considerado como infração.
3. QUAL É A FORMA DO AGENTE DE TRÂNSITO AUTUAR ESSA INFRAÇÃO?
Essa é uma questão polêmica e que poderá gerar muitos recursos de multa por parte dos autuados. Para a constatação da autuação basta que o agente de trânsito registre no campo de observações do auto de infração a forma de constatação do fato gerador da infração.
Assim, o agente poderá dizer que percebeu que o veículo estava emitindo som audível pelo lado externo. Veja bem, som audível, seja ele de qualquer intensidade.
Poderá o agente de trânsito também dizer no campo de observações que recebeu várias ligações de moradores reclamando do barulho e ao constatar pela equipe de fiscalização o fato, ali o lançou.
Digo que é polêmico porque ficará ao alvitre do agente de trânsito em primeira mão a constatação da emissão do som audível pelo lado externo do veículo, onde podem ocorrer diversas arbitrariedades, e será margem para diversos recursos de multa.
4. COMO SE DÁ A REGULARIZAÇÃO DA INFRAÇÃO?
A regularização ocorre com a simples diminuição do som do veículo e não com a sua remoção. O veículo somente poderá ser recolhido ao depósito em caso de desobediência ao tempo concedido pelo agente de trânsito para redução da altura do som automotivo.
Outras formas de enquadrar essa situação são essas que listo abaixo;
4.1 CÓDIGO PENAL. DESOBEDIÊNCIA.
Art. 330 desobedecer a ordem legal de funcionário público.
Pena - detenção, de quinze dias a seis meses, e multa.
4.2 PERTURBAÇÃO DO SOSSEGO PÚBLICO DL 3688/41.
Art. 42. Perturbar alguem o trabalho ou o sossego alheios:
II – exercendo profissão incômoda ou ruidosa, em desacordo com as prescrições legais;
III – abusando de instrumentos sonoros ou sinais acústicos;
4.3 LEI DE CRIMES AMBIENTAIS.
Art. 54. Causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora:
Pena - reclusão, de um a cinco anos.
Essas causas acimas seriam algumas formas de se enquadrar quem exagera no som automotivo a ponto inclusive de causar danos à saúde pública.
Como a questão é nova e bastante complexa, espera-se o mínimo de bom senso por parte dos agentes de trânsito ao autuar os supostos infratores.
5- OS VEÍCULOS PRESTADORES DE SERVIÇO DE SOM AUTOMOTIVO ESTÃO PROIBIDOS?
A resposta é não! Leiamos novamente o texto da resolução:
Art. 2º Excetuam-se do disposto no artigo 1º desta Resolução os ruídos produzidos por:
lI- veículos prestadores de serviço com emissão sonora de publicidade, divulgação, entretenimento e comunicação, desde que estejam portando autorização emitida pelo órgão ou entidade local competente, e.;
Vejam bem, aqueles que prestam serviço com emissão sonora poderão continuar a exercer suas atividades, entretanto tem que portar a autorização emitida pelo órgão competente. Em geral a secretaria municipal do meio ambiente é o órgão que emite essa autorização.
Portanto os donos de veículos que possuem som automotivo poderão continuar a trabalhar normalmente, bastando estarem munidos de autorização.
Vejo que há um problema aqui para aqueles “trenzinhos” que rodam em muitas cidades do interior, pois seu som não é de “publicidade” e estariam encaixados em som automotivo de entretenimento, não podendo circular nas vias abertas emitindo a música como o fazem hoje. Não digo buzina e outros ruídos, esses estão liberados, mas a música com que trabalham essa modalidade de veículos.
6. OS VEÍCULOS QUE POSSUEM SOM AUTOMOTIVO PARA ENTRETENIMENTO ESTÃO PROIBIDOS?
Novamente a resposta é não. Mas as coisas mudaram e muito. Observemos novamente o texto da resolução;
III- veículos de competição e os de entretenimento público, somente nos locais de competição ou de apresentação devidamente estabelecidos e permitidos pelas autoridades competentes.
A questão agora possui uma regulamentação mais forte e delimitadora. Não é proibido encher o veículo de equipamento de som, por mais potentes que sejam, como hoje existem.
O que não pode mais é fazer uso desse som automotivo em “vias abertas à circulação”.Uma solução e um problema grave é o que vejo aqui.
Em primeiro lugar, uma solução, haja vista que ninguém merece ter o seu sossego quebrado por um veículo que possui um som automotivo extremamente potente, circulando às 3hs da manhã.
Também, não é possível que a cada esquina se encontre um veículo com som em altura absurda perturbando todo o sossego de um bairro. Deve-se lembrar que sossego não tem horário, é lenda que até as 22hs pode fazer barulho. A sociedade é plural, há pessoas que dormem durante o dia para trabalhar à noite.
Outra questão inconcebível são os barzinhos em zonas residenciais com dez veículos de som automotivo no máximo. Sociedade de paz vive em respeito.
Entretanto, há um problema como dito anteriormente. Vias abertas à circulação envolvem ruas, avenidas, acostamento, canteiro central, praias, vias internas de condomínio, entre outros. Nesse sentido, nem na praia poderá haver som automotivo se ali não for um local de competição ou de apresentação definido pela autoridade competente, a prefeitura.
Ressalta-se que a resolução vale para veículos em movimento ou estacionados, não havendo diferença, basta que estejam emitindo som. É uma espécie de tolerância zero para o som automotivo.
Como diriam os jovens “aí é paia, ou cê é louco mano, tá de sacanagem”. E é mesmo, penso que a resolução poderia ter fechado um pouco a questão e liberado o som automotivo para alguns locais como as praias por exemplo.
A restrição ficou assim; pode o som automotivo, mas em locais de apresentação ou competição. O difícil, é que nos mais de 5.570 municípios desse nosso brasilzão quantos tem esses locais definidos pela autoridade competente? Arrisco dizer que menos de 10%.
Imagine o impacto dessa resolução para o comércio de som automotivo? Para as festas? E para a diversão de quem gosta do batidão “tun tis tun-tun-tun clá”. Imagine os “trenzinhos”, por essa resolução não poderão ter seu som automotivo, pois, é “audível do lado externo”, a criançada pira! E os adultos também.
7. QUAL É A PUNIÇÃO PARA ESSE TIPO DE INFRAÇÃO?
A infração prevista é a do art. 228 do CTB que diz o seguinte;
Art. 228. Usar no veículo equipamento com som em volume ou freqüência que não sejam autorizados pelo CONTRAN:
Infração - grave;
Penalidade - multa;
Medida administrativa - retenção do veículo para regularização.
O que se pode dizer que nesse momento a multa será de R$ 127,69 e somados 5 pontos na carteira do infrator. Como disse acima, de início não cabe a remoção do veículo, pois, a regularização se dá apenas com a diminuição do volume. Menos ainda com a retirada do equipamento de som. Cuidado com arbitrariedades de agentes de trânsito.
Esses são uns primeiros apontamentos a serem feitos sobre a resolução 624/2016 que regula o som automotivo.
Caso você tenha gostado desse artigo, deixe abaixo seus comentários, suas dúvidas e compartilhe nas redes sociais, para maiores esclarecimentos acesse o site www.rochadvogados.com.br.
Publicado por Rafael Rocha

domingo, 23 de outubro de 2016

5º Campeonato de Kitesurf movimenta praias da Ilha

O evento começa neste sábado, 22, com largada na Praia do Meio e chegada na Litorânea. A competições vão até o domingo, 23.

Por: O Imparcial
Divulgação
Foto: Campeonato Maranhense de Kitesurf
A quinta edição do Campeonato de Kitesurf, realizado pela Associação dos Velejadores do Maranhão – AVEMA tem movimentado as praias de São Luís. A abertura começa na tarde deste sábado, 22, com largada às 14h na Praia do Meio e chegada na Litorânea. A competições vão até o domingo, 23.
Segundo a organização da competição, este ano as inscrições foram superiores aos anos anteriores, o que "fortalece o esporte e movimenta a economia". "O campeonato de Kitesurf é uma ferramenta de turismo e movimenta a economia. Fazer esta competição todos os anos também é uma forma de fortalecer o esporte. Aqui no Maranhão, em Atins, já é o local do país onde mais tempo passam turistas estrangeiros, seja para velejar, ou mesmo para aprender", comentou o presidente da AVEMA, Rogério Luna.
Luna também frisou que os dias de competição são também um tempo de confraternização entre todas as escolas de surf da cidade. Os competidores estão animados, como contaram José Augusto Martins e Marco Aurélio Cavalgar, ambos da categoria 35 a 44 anos da modalidade Downwind. "Esperamos bons ventos e uma maré boa", disse José. Já para Marco este ano a competição contou com uma ajudinha especial. "São Pedro não deixou chover", comentou entusiasmado.
Para os bares da Litorânea, praia onde se encerram os percursos, o movimento anima e serve para melhorar uma "praia esquecida". "Esses dois dias deve melhorar, sabe, algumas pessoas a mais devem vir aqui e isso será bom", contou a comerciante Cristina Faria.
Para Josias Moraes, o evento é importante para movimentar a praia que "está carente de eventos". "As pessoas se distanciaram da praia nos últimos anos, por causa da poluição. Eventos assim são importante para movimentar a praia". completou.
O campeonato volta no mês de novembro, nos dias 12 e 13, e também em dezembro, nos dias 3 e 4, com duas modalidades, a de Downwind, uma corrida contra o vento e a Regata Bidireciona, que é uma corrida de circuito.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

César Pires: “querem reduzir Uema a centro acadêmico”

César Pires: “querem reduzir Uema a centro acadêmico”


César Pires: “querem reduzir Uema a centro acadêmico”

cesarpires-2O Projeto de Lei que cria a Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (Uemasul) começou a ser discutido no Plenário, na sessão desta quarta-feira (19). Em mensagem encaminhada à Assembleia Legislativa, o governador Flávio Dino explica que a Uemasul terá sede em Imperatriz, com a proposta de regionalização do Ensino Superior no estado.
Durante a Ordem do Dia, o deputado Marco Aurélio (PCdoB) fez a defesa de um requerimento de sua autoria, com pedido de urgência, para que o projeto fosse votado logo nesta quarta-feira, em sessão extraordinária. Entretanto, a votação não aconteceu por falta de quorum – o plenário foi esavziado antes da votação. Ainda assim, a matéria ocasionou um acalorado debate no Plenário.
O primeiro a falar sobre o assunto foi o deputado César Pires (PEN), que criticou o requerimento com pedido de urgência: “Esta Casa cometerá a maior sandice de sua vida ao aprovar uma urgência dessa. E o mais grave é a forma cruenta, teratogênica e por fórceps, que se está tentando para criar esta Universidade aqui dentro desta Casa. Não se cria uma Universidade dessa forma. Está de longe de ser uma criação digna”, protestou César Pires.
Com a autoridade de quem já exerceu o cargo de reitor da Uema, César Pires criticou o projeto, frisando que há uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) que não permite transportar professores de um órgão para outro.
“No momento em que se cria a Uemasul, transporta-se, e não tem. Para ser Universidade, para ser chamada de Universidade, a LDB é bem clara. E nós estamos usurpando as prerrogativas legais daquela lei que hoje espelha a questão da educação nacional, inclusive nas avaliações”, argumentou.
Ele destacou, também, o fato de que a nova instituição não nasceria como uma universidade, mas como centro acadêmico. “Esse projeto é fruto da ignorância acadêmica. E se for aprovado, fruto da ignorância desse parlamento. Querem transformar uma uma universidade num centro acadêmico, isso é absurdo”, disse.
O deputado Edilázio Júnior (PV) endossou as palavras do deputado César Pires e também fez severas críticas ao projeto do Executivo. Edilázio disse que o governador Flávio Dino quer criar a nova Universidade de forma atropelada.
“O governador fez isso de forma política, quando esteve em Imperatriz para angariar votos à sua candidata, que ainda assim não decolou. Ele lançou isso no palanque, sem ter uma audiência pública, sem conversar com os alunos, sem conversar com a classe acadêmica, com os professores, enfim, sem ter nenhuma conversa. A grande questão dele era tentar eleger a sua candidata em Imperatriz e ainda assim ficou em terceiro lugar, empatada tecnicamente com o quarto colocado”, afirmou o deputado Edilázio, manifestando sua posição contrária à aprovação da matéria, da forma como foi encaminhada à Assembleia Legislativa.
O deputado Wellington do Curso (PP) também fez críticas, observando que o projeto ainda não foi discutido nem mesmo na Comissão de Educação da Casa. “Não foi feita a discussão na Comissão de Educação, então solicito agora, senhor Presidente, que possamos fazer essa ampla discussão na Comissão de Educação, com o Conselho Estadual de Educação, com a Universidade Estadual do Maranhão”, afirmou Wellington do Curso.

domingo, 16 de outubro de 2016

sábado, 15 de outubro de 2016

Ator maranhense Al Danuzio, depois de arrebatar 5 prêmios internacionais, está de volta ao Brasil

O retorno de Al Danuzio

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Após morar por quase nove anos nos Estados Unidos, onde trabalhou, atuou e produziu, o premiado ator maranhense está de volta ao Brasil e em São Luís já começou a trabalhar em novos projetos, enquanto aguarda lançamentos de filmes que produziu tanto no Br

Somente em 2016, ator e produtor maranhense já ganhou cinco prêmios
Somente em 2016, ator e produtor maranhense já ganhou cinco prêmios (Foto: Divulgação)
Depois de morar por quase nove anos nos Estados Unidos, o ator maranhense Al Danuzio está de volta ao Brasil e retomará projetos na capital maranhense. Ele arrebatou cinco prêmios internacionais este ano e aguarda o lançamento, nos Estados Unidos, do longa-metragem “In Transit”, dirigido por Julia Camara. Além disso, está em fase de finalização seu filme intitulado “O Toque da Aurora”, que escreveu, produziu e protagoniza.
Em “O Toque da Aurora”, Al Danuzio faz par romântico com Thaila Ayala, que já atuou em novelas da Rede Globo, entre elas “Ti-ti-ti”. A trama conta a história de um casal de cegos que decide fazer amor pela primeira vez. A previsão de estreia é janeiro de 2017.
Desde que desembarcou em sua terra natal, o ator já se envolveu em diversos outros projetos, como é o caso do espetáculo “O Auto da Compadecida”, dirigido por ele e encenado pela companhia Mambembe. O espetáculo já foi apresentado em São Luís, Imperatriz, Parauapebas e Carajás. Recentemente, o ator recebeu a notícia que o seu curta-metragem “Aquarela” é um dos contemplados do Segundo Edital de Audiovisual do Maranhão. O projeto encontra-se em fase de pré-produção e com previsão de ser gravado no início de 2017.
Na última quarta-feira, Danuzio foi convidado para ser jurado do Festival de Teatro Universal Infantil, promovido pela companhia Incena, no Teatro Arthur Azevedo. Além disso, ele será jurado no festival “Certame Marista”, no dia 23 de outubro, no Teatro João do Vale.
“Estar de volta ao meu país e, principalmente, à minha cidade, depois de ter estudado, atuado, dirigido e assinado produções importantes nos Estados Unidos, é uma alegria enorme, pois tenho desejo de trabalhar aqui projetos que fortaleçam o mercado artístico local e trazer a minha contribuição para o mercado”, afirmou.
Prêmios
O ator morou por cinco anos em Miami, um ano em Nova Iorque e os últimos dois anos em Los Angeles, onde ocorreram suas maiores conquistas. Com o piloto da série “The Head Of The Mouse”, Danuzio ganhou o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante no Festival Independente de Cinema e Prêmios de Los Angeles (LAIFFA).
Além de atuar, ele também assina a produção executiva do projeto, que também foi premiado como “Melhor Série” e “Melhor Direção de Fotografia”. Escrita por Ricardo Diaz-Guillén, a série é inspirada na realidade da América Latina, onde poucas famílias controlam todo o país.
“The Head of The Mouse” é uma mescla latino-americana de “Game of Thrones” com “House of Cards”. Horácio vive o drama de perder o pai e ser o próximo “cabeça” da família, mesmo sendo contra a sua vontade.
Em maio, mais dois prêmios entraram para o seu currículo. O Brazilian Internacional Press Awards escolheu Al Danuzio como “Melhor Ator Brasileiro”. O maranhense já havia sido indicado nos dois anos anteriores e este ano foi premiado. O mesmo prêmio contemplou Danuzio e equipe como “Destaque em Cinema”, com o curta-metragem “Broders”, gravado no Maranhão.
Outra premiação foi pelo filme “Red Souls”, dirigido por Aditya J. Patwardhan, ganhou o prêmio de melhor curta do IX Festival de Cinema Brasileiro de Los Angeles. No filme, Danuzio interpreta um gigolô de luxo que recruta brasileiras para uma empresa de tráfico sexual internacional.
“Sermos premiados com o trabalho que desenvolvemos é uma grata recompensa do esforço de toda uma equipe competente e compromissada, que tem muito amor pela profissão. Depois de tanto tempo estudando e me dedicando exclusivamente a carreira, eu vejo que o esforço tem valido a pena”, ressaltou. O ator também fez referência à premiação ter homenageado artistas brasileiros de renome, como é o caso de Nicete Bruno. “Tenho muita honra de ter sido premiado em um festival, que também homenageou uma atriz, que é para mim uma grande referência, que é a Nicete Bruno”, disse.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Chineses avançam para concretizar usina no Maranhão




As negociações entre o governo do Maranhão e representantes da China Brazil Xinnenghuan International Investment – algo como “China Brazil New Energy Environment International Investment” -, mais conhecida como CBSteel, estão entrando em sua fase final para definir o plano de instalação de uma megasiderúrgica no Estado.

O investimento anunciado é de até US$ 8 bilhões – em duas fases – para produção de até 10 milhões de toneladas de aços longos. O projeto, que atraiu uma série de críticas do setor no Brasil, pode saturar um mercado já com excesso de capacidade.

Apesar disso, as autoridades maranhenses acreditam que até o fim do ano um acordo final para a construção da unidade seja alcançado. Os chineses já visitaram o Estado em quatro oportunidades desde o ano passado e agora deve ser realizado novo encontro no dia 24 deste mês. Técnicos ligados ao governo local encontram-se na China para entender melhor o empreendimento e acertar alguns pontos ainda pouco claros.

Em entrevista ao Valor, Simplício Araújo, secretário de Indústria e Comércio do Maranhão, explica que a intenção é conseguir que a região de Bacabeira – a 58 quilômetros de São Luís -, onde se planeja erguer a usina, seja considerada Zona de Processamento de Exportação (ZPE), o que levaria o negócio a obrigatoriamente vender 80% de sua produção no exterior. Mas, ao mesmo tempo, ele torce para que a fórmula das ZPEs seja alterada, para algo entre 30% a 40% destinado ao mercado interno.

“Isso tudo ainda está sendo negociado, mas acreditamos que uma proporção desse tipo, de 60% a 70% de exportações, seja viável”, afirma Araújo. “Além disso, queremos combinar com a empresa para que mais de 80% dos funcionários sejam brasileiros no início, e depois se instale um programa de capacitação para elevar essa quantidade.”

O cronograma, ainda informal, prevê o início da construção em 2018 e das operações até 2022. Nos cálculos do governo, entre empregos diretos e indiretos, o negócio pode gerar de 3.000 a 5.000 postos de trabalho na obra e 2.500 na fase operacional.

A questão é que esse plano avança justamente quando o mercado do aço brasileiro ainda está muito combalido, sem perspectivas de recuperação no curto e médio prazos. O consumo aparente, que já foi de 28 milhões de toneladas no pico histórico de 2013, deve fechar este ano em 18,2 milhões de toneladas, segundo o Instituto Aço Brasil.

A CBSteel prevê produzir na primeira fase do projeto 3 milhões de toneladas de fio-máquina, usado na fabricação de pregos, grampos, ganchos e outros itens. O plano é de chegar a 10 milhões de toneladas no futuro.

O excesso de capacidade é um problema no Brasil, mas também no mundo todo. É estimado que o mercado esteja saturado globalmente em quase 720 milhões de toneladas. Por aqui, 2016 deve acabar com um excesso de 20 milhões de toneladas e ociosidade de 38%.

De benefícios que o Maranhão vai oferecer, estão inclusos o terreno para a siderúrgica, de 20 quilômetros quadrados, e um desconto de 95% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) – algo que o secretário admite ser “diferenciado”. Além disso, há conversas com o governo federal para que haja isenção de Imposto de Renda (IR) na entrada do equipamento e potencialmente descontos de PIS/Cofins mais à frente.

Se o montante de incentivos se confirmar, com beneplácito do governo federal, um representante da siderurgia no país diz que o setor vai brigar até na Justiça para contestar os subsídios em um momento que empresas estão parando altos-fornos e fábricas e demitindo mais de 40 mil empregados devido à falta de mercado.

A CBSteel é um veículo de investimentos que foi montado na China em agosto de 2015 com capital inicial de 50 milhões de yuans (cerca de R$ 27 milhões). Sua estrutura acionária contém uma mineradora, a Shandong Yiyuan Xingguo Mining, e uma siderúrgica, a Taishan Steel, além de dois fundos (um de Pequim). A holding é originada em Shandong, província chinesa onde se situa o porto de Qingdao, o segundo mais importante do país no comércio exterior de mineração e siderurgia.

Como a Taishan é uma empresa pequena em aço – 5 milhões de toneladas de capacidade instalada -, outras grandes foram chamadas, casos de Baosteel e a Wuhan, apurou o Valor. As conversas não avançaram devido a tentativas frustradas no passado de abrir operações no Brasil. A Baosteel chegou a negociar com a Vale a instalação de uma usina no Maranhão. Já a Wuhan associou ao grupo EBX, de Eike Batista, para levantar um empreendimento no porto do Açu.

A criação da CBSteel faz parte do projeto do gigante asiático de investir em capacidade industrial ao redor do mundo. Até 2020, o governo chinês quer investir em 12 setores estratégicos – do aço à infraestrutura de transportes e de energia, por exemplo -, como parte de seu plano quinquenal na área de “cooperação internacional”. Em maio do ano passado, logo após publicar essa intenção, Li Kequiang, primeiro-ministro do país, visitou o Brasil, quando assinou um termo de compromisso.

“Estamos no mapa da China há muito tempo”, declara o secretário maranhense. “Não só para processar o minério de ferro que vem do Pará, mas também por conta da segurança alimentar que provém do Mapitoba [Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia].”

Por isso, no projeto da siderúrgica a ideia é comprar a matéria-prima da Vale, que é extraída em Carajás, e conseguir escoar o aço fabricado por meio de um porto privado, dedicado apenas a essa atividade. O governo quer que Bacabeira se torne uma espécie de “smart city”, atraindo pessoas principalmente para trabalharem no empreendimento e na rede de serviços que será necessária para prover essa nova população.

Se foi Dilma quem costurou o acordo em 2015, agora o presidente Michel Temer parece também dar suporte à usina da CBSteel. Além da visita recente à China, na qual José Serra, ministro das Relações Exteriores, anunciou a instalação da usina no Maranhão. Araújo comenta que nas reuniões com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços houve retorno positivo.

“Estamos longe de dizer que o empreendimento está totalmente garantido. E nos preocupamos muito com as empresas nacionais”, ressalta Araújo. “Mas precisamos que o país volte a crescer e gerar empregos, o que vai reaquecer o setor e abrir espaço para projetos como esse. Não posso concordar com quem olha para o setor e acha que estará, no futuro, no mesmo patamar de hoje”.

Fonte: Valor Econômico
http://www.seinc.ma.gov.br/imprensa/...a-no-maranhao/
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Boates que marcaram época em São Luís

Relembre a história de boates que marcaram época

Conhecidos templos da diversão deixaram saudades a gerações em São Luís

Reprodução
Foto: Gênesis
Empreendedorismo, inovação, dinamismo, aliados a muitos sonhos e ideias. A história das casas noturnas que marcaram a noite de São Luís, em especial nos anos 1980, 1990 e início dos anos 2000, revela um mercado que estava em efervescência e em franca expansão.
Foram várias as casas noturnas de São Luís: PH 83, New Ganf, 707, Zig Zag, 90 Graus, Le Cage, KGB, Pirâmide, Raio Lazer, Safari, Flashdance, People's (Casino), Apocalypse, Associação do Cohatrac, Clube da Cohab, Óasis Clube, Planeta, Crocodilos, Danceteria Monte Carlo, Boate do Lítero, Boite do Jaguarema (Jaguar), Gênesis, Caixa Alta,Tigre, Ninja, Tajmahal, 90 graus, Tucannus, Millenium, Seven Night, Bloom Dance, Extravagance (Studio 7), Fábrica, Flamingo, Red Club, Babilônia, Nyx, dentre outras .
A reportagem de O Imparcial relembra a trajetória das mais famosas e que duraram mais tempo na noite de São Luís.
Gênesis
Um dos sócios-proprietários da Boate Gênesis, Salim Lauande, que também era um dos DJs da casa, com 40 anos de discotecagem, falou da marca vanguardista da boate que abriu caminho para outras casas em São Luís.
“Inauguramos em 1986 e inovamos em equipamento de som, iluminação, foi a primeira a ter telão, neon, camarotes, a ter equipamentos de ponta com um investimento alto para aquela época. Era eu e mais três jovens, o Ricardo Pacífico, Arsênio Filho e Álvaro Carneiro. Montamos uma casa que foi evoluindo e tornou-se uma referência aqui na região Norte-Nordeste. Realmente é com muito orgulho que comemoramos estes 30 anos e as pessoas aqui em São Luís que nos prestigiam e que viveram aquela história, pessoas que se conheceram, namoraram, noivaram, casaram e tiveram filhos, tudo dentro dessa década maravilhosa que foram os anos da Boate Gênesis”.
Segundo Salim Lauande, “as festas mais marcantes da boate eram a Good Times às sextas-feiras, Disco 80 e Até que enfim é sexta-feira. No sábado, era lotação máxima, bastava abrir que já tinham mil pessoas na casa, inovamos também com a Pipoca Dançante aos domingos e as festas anuais como As Melhores do Ano, Réveillon e outras.”
Uma das grandes marcas da Boate foi sua pista giratória, que fazia a alegria dos frequentadores. Foi a única casa da América Latina a ter uma pista nestes moldes, ideia inspirada no complexo da Disney nos Estados Unidos.
“A casa reabriu com essa novidade em 1992/1993. Existia em Pleasure Island na Mannequins Dance Palace. A pista de lá girava apenas para um lado e tinha um tampo de madeira. Nós conversamos com os engenheiros daqui, inclusive que trabalhavam na Alumar, pedimos a viabilidade daquele projeto, muito grande e inédito para a época. Queríamos a mesma pista que existia nos Estados Unidos, mas que girasse para os dois lados e tivesse um tampo translúcido, de fibra de vidro cristal para ter a iluminação. Tinha oito metros de diâmetro e podia suportar um peso de até cinco toneladas, e tinham desenhos em neon iluminados. Foi uma coisa fantástica, esta pista nunca houve no Brasil, nada parecido”, destaca Salim Lauande.
Extravagance
Em 1992, ao se desligar da sociedade da Boate Gênesis, Álvaro Carneiro dava os passos iniciais para a realização de um grandioso projeto, para a criação da que viria a ser considerada pela revista especializada ‘DJ Sound’ a melhor casa noturna da região Norte-Nordeste: Extravagance.
“Quando eu era sócio na Boate Gênesis, chegamos a comprar um terreno, sendo quatro lotes na Avenida dos Holandeses, e iniciar o projeto de uma casa noturna que não ficaria a dever nada a qualquer outra no Brasil. Em 1995, a Extravagance, à época sem nome definido, começou a nascer. Ela foi o resumo de grandes casas que conheci dentro e fora do Brasil”, explica Álvaro.
Na busca para realizar o sonho de ter sua própria boate, Álvaro Carneiro não mediu esforços.
“Busquei os melhores profissionais do ramo. A minha cabeça estava a mil. Dentre várias casas que visitei, uma delas me chamou atenção em São Paulo, tinha uma estrutura de iluminação que se movia na pista de dança. Descobri quem a tinha confeccionado e não pensei duas vezes em fazer uma que se encaixasse no projeto daqui. Conheci Lonardi Doná, que viria ser o idealizador do som e luz da casa noturna. O projeto arquitetônico ficou a cargo do casal Fernando e Cintia Mota, dando vida e adaptando nossas ideias. Enfim, depois de dois anos, conseguimos inaugurá-la em dezembro de 1997. Fizemos um coquetel de abertura e creio que foi um dos convites mais disputados em São Luís, todos queriam conhecer o que se tornaria uma das maiores casas noturnas do Brasil e por que não dizer do mundo. Ela teve seu nome compartilhado e divulgado na Europa e EUA. Atingi o que hoje é difícil para muitas casas, uma média de público (sexta/sábado) de 4.000 pessoas nesses dois dias, durante seis meses ininterruptos.”
Clubão da Cohab
O baile mais famoso da periferia de São Luís. Não foram apenas nos bairros, avenidas e clubes mais chiques da cidade que as grandes festas fizeram sucesso. O bairro da Cohab Anil vivenciou por décadas um dos seus mais famosos bailes aos domingos, que reunia tanto os jovens dos bairro, como pessoas de todas as classes de São Luís em busca de diversão.
O Clubão, como ficou conhecido, no seu início viu surgir uma das primeiras equipes de som de São Luís, a ALK-1 de Meneses. Atualmente, o Sr. José Meneses, criador da equipe, é quem faz a manutenção dos equipamentos da maioria dos DJs de São Luís, consertando de máquina de fumaça a peças modernas de iluminação em led, na oficina em sua casa, no bairro Residencial Primavera, em São Luís.
O DJ da ALK-1 tinha Zeca Pinheiro como DJ, o qual completou, agora em 2016, 30 anos de discotecagem. “A nossa passagem pelo Clube da Cohab foi maravilhosa, uma época de ouro. Costumo dizer sempre as pessoas que viveram esses momentos na minha carreira como DJ, que serviu de inspiração para muitos outros DJs da Ilha e isso me enche de orgulho. Ser referência aos domingos na cidade não era fácil, mas conseguimos, eu e a equipe que estava comigo, como DJ Mauro Blug, Fábio Freitas (Fabio Macaco), DJ Sidney e Katonga que chegou depois, mas todos foram importantes nessa época de ouro. Mais que história, deixou saudade o nosso Clube da Cohab”, recorda Zeca Pinheiro.
Os clubes sociais e suas boates
Grêmio Lítero Recreativo Português
Houve em São Luís também, nos tradicionais clubes da sociedade ludovicense, a criação de suas próprias casas noturnas como na Associação do Pessoal da Caixa, a ‘Caixa Alta’, do Clube Jaguarema, a ‘Jaguar’ e a do Grêmio Lítero Recreativo Português, no Anil, a ‘Boate do Lítero’.
Durante décadas, o clube do Lítero, fundado em 6 de agosto de 1931, foi point da alta sociedade ludovicense. Ficou famoso por suas grandes festas carnavalescas, em 1987 abriu espaço em sua estrutura , inaugurando a sua Boate. “Começou com a com a Equipe Alquimena com os DJs Paulo César, Delano e Henrique Mazé, todos moradores do bairro do Filipinho. Depois vieram o DJs Márcio Brasil, Dentinho, Edmirton Lago, Henrique Carvalho. Henrique Negão e eu, Fernando Velho, tocamos até 1998. A boate aconchegante e bem moderna para a época, inaugurou já climatizada, com bancos acolchoados em volta do espaço e com um atendimento de bar reversível pra área externa e interna, relembra um dos DJs da casa, Fernando Velho.
A Boate do Lítero funcionou até o ano de 1993, às noites, horário também em que funcionava a tradicional seresta no salão grande no piso superior. Neste ano em seguida passou a funcionar também aos domingos, com um vesperal muito badalado e animado, fazendo a alegria dos sócios e convidados à época.
Hot Mix
O Hot Mix começou como programa de Rádio em 1995 na São Luís FM (102,5Mhz) com o DJ Jofran. Por impossibilidade de continuar apresentando e produzindo, Jofran fez o convite a Claudinho Polary e Henrique de Carvalho para assumirem o programa.
Os novos responsáveis pelo programa fizeram algumas edições ainda na emissora da Areinha, transferindo-se para a Rádio Cidade FM, passando a ir ao ar das 22h a 0h, tendo na época como primeiros locutores: Jojô de Farias, Sérgio Muller e Renald Torres (hoje Renald Café).
Os DJs responsáveis pela parte musical do programa, Claudinho Polary, Henrique Carvalho, convidaram Mauro DJ para integrar a equipe e fazer sequências de Flashback dos anos 1970 e 1980 às segundas-feiras. O programa voltou a ter uma rápida passagem novamente na São Luís FM, afirmando-se como campeão de audiência na sua volta à Rádio Cidade FM, no período da tarde, das 16h às 17h, até o ano de 2000.
Claudinho Polary, um dos DJs do programa, assumiu os microfones, nascendo daí a sua grande paixão pelo rádio.
“Na época, o locutor Jojô de Farias deixou o programa, indo para a cidade de Imperatriz e deixando o Hot Mix nas mãos da gente, então, eu comecei a fazer a locução, além de continuar a tocar como DJ. Foi aí que começou realmente as pessoas a notarem mais ainda o programa, feito por DJs, e eu comecei a fazer uma locução bem jovem, e colocamos vários quadros e o programa aconteceu, explodiu de vez”.
A primeira festa do Hot Mix foi em 1996, no antigo Casino Maranhense, na Avenida Beira-Mar, onde hoje funciona a unidade do Viva - Procon Maranhão. A festa reuniu os dois mais famosos programa de Dance à época – Hot Mix e o Mix 94, na então Rádio Difusora FM.
“Foi dalí que permanecemos até hoje fazendo a balada Hot Mix, fizemos Óasis Clube na Cidade Operária, Danceteria Monte Carlo e começamos a adentrar nas matinês, aí fizemos boite Tucannu’s na curva do 90 e a festa fez muito sucesso, pois lá tinha a famosa matinê que começava às cinco da tarde e ia até a meia-noite, então a ‘playboyzada’ que gostava do som do Hot Mix descia para a matinê da Tucannu’s, que predominava um público povão, mais classes C e D e deu tão certo, que tivemos um convite por parte da Extravagance, que tinha sido inaugurada e foi quando fizemos a Festa ‘Rádio Dance Music’ com a equipe Hot Mix, a nossa primeira grande festa em uma boate de grande porte”, explica Claudinho Polary.
A Boate Fábrica inaugurou em dezembro de 2000, durou três anos e meio sempre com lotação máxima e também abrigou várias festas Hot Mix. Um dos DJ’s e idealizadores do famoso projeto, Henrique Carvalho, relembra a época.
“Como a casa tinha uma estrutura grande e de fácil remoção, transformávamos a casa em um verdadeiro caldeirão, embalados pelas musicas que marcaram época nos anos 90. Sempre com a casa cheia, revivíamos momentos históricos e amanhecíamos com uma sensação de termos viajado no tempo, era alucinante”.
Foram centenas de festas Hot Mix e, para quem quiser matar saudades, a próxima balada do trio Claudinho Polary, Henrique Carvalho e Mauro Dêjota é a Halloweeen Hot Mix, neste sábado (15), no Espaço Renascença.